Menu
Promoções

Amor e dor reinventados com a medida de Lecuoma

Arquivo Geral

18/09/2004 0h00

Pense em uma paixão arrebatadora, daquelas movida por sentimentos carregados de emoções radicais. Tudo o que tempera um grande amor, daqueles mais desbragados, está presente em Lecuona, espetáculo que o grupo mineiro de dança Corpo está apresentando até segunda-feira, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

A nova coreografia do grupo é baseada nas canções românticas do cubano, um ícone nacional, Ernesto Lecuona. Tão vasta inspiração foi captada com sensibilidade, angústia e entrega pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras. São 12 pas-de-deux e uma dança coletiva que transpiram sensualidade, algumas vezes beirando ao erótico, e criatividade.

Em uma das canções, Mariposa, os passos rápidos se contrapõem à música de amor desmedido, como é característica da arte de Pederneiras. Insuspeitadamente, a coreografia termina violentamente, com a mulher aos pés do homem. Em Yo Te Quiero Siempre, é a vez do homem se arrastar literalmente aos pés da mulher. Assim na arte, como na vida e como em Lecuona.

É impressionante como, mesmo parecendo se repetir em um momento ou outro, o coreógrafo oficial do grupo consegue se reiventar, transformando o velho exercício do pas-de-deux numa troca de gestuais e invenção que alcança perfeitamente o universo amoroso proposto pela música. Está tudo ali: ardor e dor.

Com um cenário simples, a princípio, mas que surpreende, e um figurino enxuto e elegante, Lecuona é o Corpo mais do que nunca de corpo e alm

    Você também pode gostar

    Amor e dor reinventados com a medida de Lecuoma

    Arquivo Geral

    18/09/2004 0h00

    Pense em uma paixão arrebatadora, daquelas movida por sentimentos carregados de emoções radicais. Tudo o que tempera um grande amor, daqueles mais desbragados, está presente em Lecuona, espetáculo que o grupo mineiro de dança Corpo está apresentando até segunda-feira, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

    A nova coreografia do grupo é baseada nas canções românticas do cubano, um ícone nacional, Ernesto Lecuona. Tão vasta inspiração foi captada com sensibilidade, angústia e entrega pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras. São 12 pas-de-deux e uma dança coletiva que transpiram sensualidade, algumas vezes beirando ao erótico, e criatividade.

    Em uma das canções, Mariposa, os passos rápidos se contrapõem à música de amor desmedido, como é característica da arte de Pederneiras. Insuspeitadamente, a coreografia termina violentamente, com a mulher aos pés do homem. Em Yo Te Quiero Siempre, é a vez do homem se arrastar literalmente aos pés da mulher. Assim na arte, como na vida e como em Lecuona.

    É impressionante como, mesmo parecendo se repetir em um momento ou outro, o coreógrafo oficial do grupo consegue se reiventar, transformando o velho exercício do pas-de-deux numa troca de gestuais e invenção que alcança perfeitamente o universo amoroso proposto pela música. Está tudo ali: ardor e dor.

    Com um cenário simples, a princípio, mas que surpreende, e um figurino enxuto e elegante, Lecuona é o Corpo mais do que nunca de corpo e alm

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado