Uma pesquisa divulgada hoje mostra que 61% dos americanos procurarão informações na internet se os jornais continuarem fechando.
Segundo o instituto Rasmussen, a maioria dos entrevistados disse que a rede vai preencher o vazio deixado pelo fim da mídia impressa.
A imprensa escrita dos Estados Unidos tem sofrido com a forte crise, que acabou com diários centenários e obrigou outros, como o Washington Post e o New York Times, a cortarem salários e funcionários.
Porém, ainda há quem prefira o papel à tela do computador, a julgar pelos entrevistados (35%) que disseram que nenhuma outra fonte de informação preencherá o espaço deixado vago pela mídia impressa.
A pesquisa também mostra que 30% dos consultados estão “muito seguros” de que outros veículos que não os jornais lhes fornecerão as notícias de seu interesse, ao passo que 8% disseram o contrário.
“É frustrante que os jornalistas sejam vistos agora como pouco mais que uma referência no Wikipedia, uma fonte de informação potencialmente interessante que requer verificação”, disse Rasmussen, fundador e editor dos Relatórios Rasmussen.
Quanto aos planos para conservar a indústria jornalística, 37% dos americanos ouvidos se disseram a favor de subvenções aos jornais, mas 43% acham que é melhor que eles deixem de existir.
Além disso, 65% dos entrevistados se opuseram a um resgate da indústria jornalística como os planejados pelo Governo para o setores financeiro e automobilístico.
A pesquisa sobre novas fontes na internet ouviu mil adultos por telefone nos dias 29 e 30 de março.