Pesquisadores americanos descobriram que um tipo de proteínas tóxicas chamadas amilóides beta, ligadas ao mal de Alzheimer, também estão diretamente relacionadas às doenças cardíacas. A descoberta é surpreendente e poderia revelar alguns dos mistérios que rodeiam os problemas cardíacos, afirmam os cientistas do Hospital Infantil do Centro Médico de Cincinnati (Ohio), em artigo publicado hoje na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. “Quando o coração de um doente de Alzheimer começa a falhar, supõe-se que esse seja o curso normal da doença”, escreveu Jeffrey Robbins, diretor da Divisão de Biologia Cardiovascular do Hospital Infantil. No entanto, Robbins disse que “agora sabemos que os processos patológicos que podem ocorrer durante o mal de Alzheimer também acontecem no coração e podem estar vinculados aos males cardíacos, especificamente a cardiomiopatia”. O mal de Alzheimer é uma doença cerebral progressiva e incurável, enquanto, na cardiomiopatia, as paredes da coração se engrossam e limitam o fluxo sanguíneo. Estudos anteriores tinham demonstrado que uma mutação na proteína tóxica chamada Alfa-B-cristalina estava diretamente ligada à cardiomiopatia. Esses resultados foram repetidos em ratos de laboratórios e, como se suspeitava, a proteína mutante causou problemas cardíacos nos roedores.