Menu
Promoções

Alimentos funcionais nas prateleiras

Arquivo Geral

03/06/2004 0h00

Até que ponto a comida pode influenciar no bem-estar do indivíduo em forma de medicamento natural? Em tudo, respondem os especialistas. Essa função medicamentosa e preventiva dos alimentos é chamada de funcionalidade. Os alimentos funcionais invadem o mercado. Além da função original de nutrição, eles prometem também ajudar na prevenção e tratamento de doenças, como se fossem remédios. Esses alimentos, enriquecidos de vitaminas, sais minerais, ácidos etc., são a nova tendência do mercado alimentício. Segundo pesquisa divulgada, em março, pela irlandesa Research and Market, esse mercado cresceu 60% entre 1998 e 2003 e, neste ano, deve movimentar US$ 51,3 bilhões (R$ 155 bilhões).

Essa mania começou nos anos 60, quando surgiram os primeiros estudos que comprovavam que a gordura e o açúcar faziam mal à saúde. A partir daí, as pesquisas não pararam mais. Na década de 1980, produtos com baixo valor calórico e isentos de gordura começaram a ser comercializados com sucesso. Atualmente, exige-se ainda mais dos alimentos. Além de não fazer mal, os alimentos devem desempenhar funções terapêuticas e medicamentosas.

No Brasil, são vários os produtos que tentam agregar um valor nutricional maior aos alimentos. Já está sendo produzindo, em caráter experimental, um amido de milho que agrega aveia, cevada, arroz e milho, vitaminas e ferro. Algumas marcas de leite incluem em sua composição o ferro, que ajuda no tratamento da anemia, principalmente entre crianças e idosos, além de várias vitaminas com funções diversas e até um ácido chamado ômega-3, que ajuda no controle do colesterol prevenindo doenças cardiovasculares.

Em meio às categorias molhos, carnes, bebidas, farináceos e achocolatados, o consumidor poderá, em breve, topar com a estante dos funcionais, como já ocorre em supermercados no Japão, na Europa e nos Estados Unidos. Só neste semestre, estão sendo lançados no Brasil, por algumas das maiores indústrias de alimentos, dez produtos acrescidos de funcionais.

In natura, esses alimentos existem desde que o homem tira da terra o que come. A novidade mesmo são os funcionais na versão industrializada – o que pode levar você se deparar com um sorvete de menta com fibras ou com um envelope de sopa instantânea de soja, duas das novidades do ano.

Além da função de nutrir, os funcionais possuem componentes que podem mudar o metabolismo do corpo e, assim, prevenir certas doenças, como câncer ou problemas cardiovasculares, explica Jocelem Mastrodi Salgado, pesquisadora, professora de nutrição da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP, e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, entidade criada há dois anos. E a adição da substância terapêutica de um funcional a um produto já conhecido é um dos segmentos do setor alimentício que mais crescem.

    Você também pode gostar

    Alimentos funcionais nas prateleiras

    Arquivo Geral

    03/06/2004 0h00

    Até que ponto a comida pode influenciar no bem-estar do indivíduo em forma de medicamento natural? Em tudo, respondem os especialistas. Essa função medicamentosa e preventiva dos alimentos é chamada de funcionalidade. Os alimentos funcionais invadem o mercado. Além da função original de nutrição, eles prometem também ajudar na prevenção e tratamento de doenças, como se fossem remédios. Esses alimentos, enriquecidos de vitaminas, sais minerais, ácidos etc., são a nova tendência do mercado alimentício. Segundo pesquisa divulgada, em março, pela irlandesa Research and Market, esse mercado cresceu 60% entre 1998 e 2003 e, neste ano, deve movimentar US$ 51,3 bilhões (R$ 155 bilhões).

    Essa mania começou nos anos 60, quando surgiram os primeiros estudos que comprovavam que a gordura e o açúcar faziam mal à saúde. A partir daí, as pesquisas não pararam mais. Na década de 1980, produtos com baixo valor calórico e isentos de gordura começaram a ser comercializados com sucesso. Atualmente, exige-se ainda mais dos alimentos. Além de não fazer mal, os alimentos devem desempenhar funções terapêuticas e medicamentosas.

    No Brasil, são vários os produtos que tentam agregar um valor nutricional maior aos alimentos. Já está sendo produzindo, em caráter experimental, um amido de milho que agrega aveia, cevada, arroz e milho, vitaminas e ferro. Algumas marcas de leite incluem em sua composição o ferro, que ajuda no tratamento da anemia, principalmente entre crianças e idosos, além de várias vitaminas com funções diversas e até um ácido chamado ômega-3, que ajuda no controle do colesterol prevenindo doenças cardiovasculares.

    Em meio às categorias molhos, carnes, bebidas, farináceos e achocolatados, o consumidor poderá, em breve, topar com a estante dos funcionais, como já ocorre em supermercados no Japão, na Europa e nos Estados Unidos. Só neste semestre, estão sendo lançados no Brasil, por algumas das maiores indústrias de alimentos, dez produtos acrescidos de funcionais.

    In natura, esses alimentos existem desde que o homem tira da terra o que come. A novidade mesmo são os funcionais na versão industrializada – o que pode levar você se deparar com um sorvete de menta com fibras ou com um envelope de sopa instantânea de soja, duas das novidades do ano.

    Além da função de nutrir, os funcionais possuem componentes que podem mudar o metabolismo do corpo e, assim, prevenir certas doenças, como câncer ou problemas cardiovasculares, explica Jocelem Mastrodi Salgado, pesquisadora, professora de nutrição da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP, e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, entidade criada há dois anos. E a adição da substância terapêutica de um funcional a um produto já conhecido é um dos segmentos do setor alimentício que mais crescem.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado