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Alguém pode estar te ouvindo

Arquivo Geral

21/05/2004 0h00

Não bastasse sermos vigiados por câmeras, agora, por meio de celulares temos nossas vidas monitoradas. É esse o argumento do filme Viva Voz, nova produção nacional que estréia hoje. No elenco, Dan Stulbach, Vivianne Pasmanter, Kiko Mascarenhas, Betty Gofman e Graziella Moretto, dirigidos por Paulo Morelli.

A idéia, que surgiu quando o diretor escutou a conversa de dois amigos pelo celular, foi desenvolvida no formato de comédia urbana, rápida – se passa em um dia.

Um dia muito importante na vida de Duda (personagem de Dan Stulbach), um empresário bobão e inseguro, que decide dar uma virada em sua vida. Ele quer ser o que nunca foi: honesto, fiel e seguro. Prefere começar pelo quesito “fiel”. Então, sai para almoçar com sua amante com a intenção de terminar o relacionamento. E aí começa a confusão…

Viva Voz é o primeiro longa da O2 Filmes a ser lançado após o sucesso de Cidade de Deus, filme que projetou a produtora no cenário cinematográfico brasileiro. O filme é ainda o primeiro de Morelli a ser lançado. Ele tem outro filmado, O Preço da Paz, que conta a história do Barão do Serro Azul e tem Giulia Gam, Herson Capri, Lima Duarte, José de Abreu, Camila Pitanga e Danton Mello no elenco.

“Iniciamos o trabalho há três anos. O Dan ainda não tinha feito a novela Mulheres Apaixonadas”, conta Morelli. O diretor optou por um elenco estritamente paulista. “O orçamento estava apertado. Não tinha dinheiro para pagar as passagens de atores de fora”, relembra. Supla, Paulo Gorgulho e Ernani Moraes fazem participações especiais.

Orçado em quase R$ 3 milhões, Viva Voz foi primeiramente filmado em 16mm, masterizado em HDTV e transferido para 35mm. Para começar a rodá-lo, Morelli levantou R$ 700 mil. As gravações duraram cinco semanas, em São Paulo.

O próprio Morelli define Viva Voz como um “filme de bairro”, porque as cenas externas foram quase todas filmadas no bairro paulistano de Pinheiros. As cenas em estúdio têm uma estética pesada, suja, retrô. “A idéia foi mostrar que todos os personagens são uns podrões”, afirma Morelli. “Menos o meu!”, rebate o ator Kiko Mascarenhas, que interpreta Flavinho, o fiel secretário de Duda. “Sou o mocinho da história. O único personagem que é bacana do começo ao fim”, completa.

Com um toque de mistério, a trama peca somente no final, totalmente previsível. De qualquer forma, vale o ingresso. São 87 minutos divertidos. Só não esqueça de desligar o celular antes de entrar na sala de cinema. Pode ter alguém te ouvindo…

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    21/05/2004 0h00

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    A idéia, que surgiu quando o diretor escutou a conversa de dois amigos pelo celular, foi desenvolvida no formato de comédia urbana, rápida – se passa em um dia.

    Um dia muito importante na vida de Duda (personagem de Dan Stulbach), um empresário bobão e inseguro, que decide dar uma virada em sua vida. Ele quer ser o que nunca foi: honesto, fiel e seguro. Prefere começar pelo quesito “fiel”. Então, sai para almoçar com sua amante com a intenção de terminar o relacionamento. E aí começa a confusão…

    Viva Voz é o primeiro longa da O2 Filmes a ser lançado após o sucesso de Cidade de Deus, filme que projetou a produtora no cenário cinematográfico brasileiro. O filme é ainda o primeiro de Morelli a ser lançado. Ele tem outro filmado, O Preço da Paz, que conta a história do Barão do Serro Azul e tem Giulia Gam, Herson Capri, Lima Duarte, José de Abreu, Camila Pitanga e Danton Mello no elenco.

    “Iniciamos o trabalho há três anos. O Dan ainda não tinha feito a novela Mulheres Apaixonadas”, conta Morelli. O diretor optou por um elenco estritamente paulista. “O orçamento estava apertado. Não tinha dinheiro para pagar as passagens de atores de fora”, relembra. Supla, Paulo Gorgulho e Ernani Moraes fazem participações especiais.

    Orçado em quase R$ 3 milhões, Viva Voz foi primeiramente filmado em 16mm, masterizado em HDTV e transferido para 35mm. Para começar a rodá-lo, Morelli levantou R$ 700 mil. As gravações duraram cinco semanas, em São Paulo.

    O próprio Morelli define Viva Voz como um “filme de bairro”, porque as cenas externas foram quase todas filmadas no bairro paulistano de Pinheiros. As cenas em estúdio têm uma estética pesada, suja, retrô. “A idéia foi mostrar que todos os personagens são uns podrões”, afirma Morelli. “Menos o meu!”, rebate o ator Kiko Mascarenhas, que interpreta Flavinho, o fiel secretário de Duda. “Sou o mocinho da história. O único personagem que é bacana do começo ao fim”, completa.

    Com um toque de mistério, a trama peca somente no final, totalmente previsível. De qualquer forma, vale o ingresso. São 87 minutos divertidos. Só não esqueça de desligar o celular antes de entrar na sala de cinema. Pode ter alguém te ouvindo…

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