Pesquisadores americanos descobriram 133 genes indicativos dos tipos mais severos da leucemia mielóide aguda, o que pode ajudar os médicos a identificar pacientes que precisam de tratamento mais agressivo. A informação foi publicada no The New England Journal of Medicine.
A leucemia mielóide aguda é a forma mais comum de leucemia em adultos. Para decidir como tratar os doentes, os médicos geralmente examinam em microscópio as células cancerígenas e levam em consideração a idade do paciente e o histórico da doença. Mas, em alguns casos, isso não é suficiente para determinar qual o curso de tratamento a ser seguido.
Os pesquisadores estudaram amostras tumorais de 116 adultos com leucemia mielóide aguda, examinando a atividade de 26.260 genes em cada amostra e descobriram dois padrões diferentes, que correspondem ao período de sobrevivência de muitos pacientes após terem a doença diagnosticada. Pacientes do primeiro grupo geralmente sobrevivem cerca de duas vezes mais do que os do segundo grupo.
“Não se vê diferença entre estes cânceres em microscópio, mas quando se olha para a sua expressão genética são bem diferentes”, disse Jonathan Pollack, da Universidade de Stanford, que coordenou o estudo. Essa descoberta vai ajudar os médicos a identificar quem precisa de tratamento agressivo.