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Agustinho é o cara!

Arquivo Geral

18/01/2006 0h00

Mesmo com tão pouco tempo de confinamento, Agustinho Fernandes Mendonça, um dos dois candidatos que entrarem no BBB-6 por último, em sorteio, já desponta nas ruas, disparado, como franco favorito para ganhar o programa. Nunca alguém conseguiu tanto destaque tão rapidamente, nem mesmo o baiano Jean, que, na última edição do programa, só começou a se sobressair em relação aos demais candidatos na terceira semana. Já refeita do susto, mas ainda estranhando os comentários e a torcida nas ruas, a família de Agustinho está confiante de que a popularidade dele cresce. “Muitas pessoas que nem conheço vêm falar comigo que adoram meu marido”, conta a esposa do carioca, Silvia. Janete, irmã mais nova dele, faz coro e brinca: “Meu irmão se acha: acha que canta, acha que joga bola… Mas sempre foi muito querido”.
Até quem já tem experiência no assunto garante que Agustinho está com a vitória nas mãos. Assim pensa o caubói Rodrigo, vencedor da segunda edição do programa, e que já elegeu o carioca como favorito: “Agustinho é muito engraçado, é o show do programa. Para mim, ele já é um mito”. Os vizinhos do conjunto de apartamentos em que ele mora, na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro, organizaram a torcida. “Teve até fogos quando ele ganhou o carro e a liderança”, lembra Silvia. Assim como ele se mostra no confinamento – sempre solícito, pronto a ajudar –, comporta-se em casa. Silvia conta que, quando está em casa, é ele quem cuida de lavar os pratos.
estabilidadeOutro diferencial de Agustinho com relação aos demais participantes é a solidez de sua relação com a esposa. Há seis anos, ele entrou numa loja e comentou com uma vendedora que precisava encontrar uma garota para namorar sério. Ela lembrou que tinha uma amiga chamada Silvia e achava que os dois podiam combinar. Assim, num encontro às cegas num shopping, o carioca conheceu a mulher, com quem se casou há três anos e meio. “No mesmo dia, ele, que morava em Del Castilho, fez questão de me levar em casa, em Belford Roxo”, lembra ela. “Eu não queria, mas ele foi comigo de ônibus, pediu para entrar e acabou conhecendo minha família”. O sogro Paulo não gostou daquele sujeito “entrão”, mas mudou de idéia rapidinho: “Sei que ele faz minha filha feliz, e só isso importa”.
Desde que se conheceram, Agustinho e Silvia nunca ficaram tanto tempo separados. E, com a correria depois do sorteio, eles não tiveram tempo nem de se despedir à altura. Nesse meio tempo, ela conta os dias para a volta do amado – mas procura não sofrer diante da possibilidade de que ele fique até o final. Agora Agustinho tem um carro nas mãos, e Silvia torce por outros prêmios, principalmente o milhão de reais. Mas o sonho maior é outro: ter um filho. “A gente sempre planejou, mas são muitas as contas, as dívidas. Mas desse ano não passa”, diz ela.
choradeiraEnquanto isso, na casa dos “brothers”, o jogo continua e a cada dia decorrido é devidamente marcado com o traçado do destino de cada participante. Alguns parecem meio temerosos em se expor, e outros demonstram já ter todos os passos planejados – embora surpresas não possam ser descartadas. As primeiras cenas de emoção entre candidatos foram ao ar no domingo, quando se anunciaram as duas concorrentes ao paredão – a carioca Inês e a gaúcha Juliana. Logo que viu sua nova-grande-amiga Juliana indicada ao paredão pelo líder Agustinho, o mineiro Gustavo, que passou oito anos enclausurado num mosteiro, abriu o bocão e caiu em choro desatado. Acabou sendo consolado por outros participantes do programa, protagonizando uma cena de dramalhão.
“É muito ruim, a dor é muito forte, não sabia que era assim”, desesperou-se, pouco depois da votação. Os ecos do pranto foram longe: em Belo Horizonte, sua terra natal, a choradeira soou estranha até para a mãe de Gustavo, Edna, que disparou: “Ele tem que parar de chorar tanto, porque pode pegar mal. Acho que ele estava muito travado, tenso por conta da votação e com muita saudade de casa. E também pegou amizade logo com a Juliana, né? Então aproveitou e despejou tudo de uma vez”. Ela assegura que, no âmbito geral, Gustavo é controlado. “Só o vi chorar assim quando ele recebeu o papel dizendo que estava no BBB”, lembra. “Da primeira vez tudo bem, a emoção bateu forte, mas tem que tomar cuidado agora, para o pessoal não chamá-lo de chorão”.

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