Alô, patrulha de plantão, nada de distorcer os fatos. Fique bem claro que ninguém aqui vai colocar em discussão ou contestar o livre direito de cada um fazer da sua vida o que quiser. As preferências pessoais de todo e qualquer cidadão sempre devem merecer o maior respeito e consideração. E aqui não será diferente. O condenável, em alguns casos, é a propaganda. A vulgaridade. A gratuidade. De uns tempos para cá, via novelas ou seriados, alguns senhores da nossa televisão, não sei com que objetivo, resolveram investir na figura do homossexual em suas histórias, mas nunca colocando o assunto como algo absolutamente natural ou da livre opção de cada um. Na novela A Lua me Disse, sem que até agora exista melhor explicação a respeito, desde o seu primeiro capítulo aparece um homem vestido de mulher, tipo caricato, que nunca acrescentou coisa alguma à história. Está ali de graça. Personagem criado especialmente para o ator Miguel Magno, que já revelou se sentir muito bem no papel, tanto que se esmera nos detalhes. Falar com a língua presa, por exemplo, é um deles. Na América, a partir de hoje, o Juninho do Bruno Gagliasso vai se apresentar ao lado do seu namorado. E, se isso não bastasse, Bang Bang vem por aí, na mesma faixa das sete da noite, com Kadu Moliterno, Ernani Moraes e Evandro Mesquita, entre outros, escrachadamente vestidos com roupas de mulher. Há necessidade disso? Será que não estamos diante de um novo e pernicioso modismo?