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Adeus batucada

Arquivo Geral

01/08/2005 0h00

Fazem 50 anos que o colorido do figurino e a alegria do rebolado de Carmem Miranda deixaram apenas lembranças para os dias de hoje. Pelo menos, de memória ainda vive a aura da cantora, pequena na estatura, porém, uma gigante da música brasileira, que levou o samba para além das fronteiras do País.

Assim, na semana em que é lembrado o adeus de Carmem, no dia 5 de agosto de 1955 após um infarto fulminante num quarto de hotel, nada poderia ser mais justo do que uma homenagem. A exemplo da que o canal por assinatura Telecine Classic (NET) exibe, a partir de hoje, numa série com cinco dos filmes estrelados pela “baianinha” nos anos 40: Aconteceu em Havana – que abre hoje a programação –, Serenata Boêmia (amanhã), Sonhos de Estrela (quarta), Se Eu Fosse Feliz (quinta) e Copacabana (sexta).

Nascida em 1909 em Portugal, a Pequena Notável, assim conhecida por ter apenas 1,53m de estatura, mudou-se com os pais e a irmã, Olinda, para o Rio de Janeiro, em 1910. Desde a adolescência, Carmem, apelido que fazia referência à ópera Carmem, de Bizet, tinha talento para a música – herança da mãe, dona Maria Emília.

Com uma interpretação diferente, marcada pelos característicos movimentos das mãos e por um leve sotaque português, Carmem Miranda conheceu o compositor baiano Josué de Barros que, impressionado com seu talento, a iniciou no meio artístico.

Em pouco tempo, a artista gravou dois discos, com as marchinhas memoráveis Não vá Simbora, Se o Samba é Moda, Triste Jandaia e Dona Balbina, e foi imediatamente convidada a cantar em festas e festivais promovidos por teatros e imprensa.

No final da década de 30, começou a trabalhar no Cassino da Urca e fez sucesso cantando o repertório dos compositores Assis Valente e Ary Barroso. A música responsável pelo lançamento da cantora no metiê cinematográfico, contudo, foi a clássica

O Que é Que a Baiana Tem, interpretada em companhia do grupo Bando da Lua.

Ao vê-la no palco, com bananas na cabeça, roupa de baiana, colares coloridos e sorriso fácil, o empresário norte-americano Lee Schubert, ligado à Broadway, a convidou para se mudar para os Estados Unidos.

Em 1939, Carmem Miranda e o Bando da Lua viajaram para a terra do Tio Sam e, em 1940, virou estrela de cinema. Ao todo, ela participou de 19 produções e ainda deixou sua impressão na calçada da fama de Hollywood.

serviço

Homenagem a Carmem Miranda – Exibição de cinco filmes estrelados pela atriz e cantora. De hoje a sexta, às 21h, com reprise no domingo, a partir das 17h50, no Telecine Classic (NET).

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    Arquivo Geral

    01/08/2005 0h00

    Fazem 50 anos que o colorido do figurino e a alegria do rebolado de Carmem Miranda deixaram apenas lembranças para os dias de hoje. Pelo menos, de memória ainda vive a aura da cantora, pequena na estatura, porém, uma gigante da música brasileira, que levou o samba para além das fronteiras do País.

    Assim, na semana em que é lembrado o adeus de Carmem, no dia 5 de agosto de 1955 após um infarto fulminante num quarto de hotel, nada poderia ser mais justo do que uma homenagem. A exemplo da que o canal por assinatura Telecine Classic (NET) exibe, a partir de hoje, numa série com cinco dos filmes estrelados pela “baianinha” nos anos 40: Aconteceu em Havana – que abre hoje a programação –, Serenata Boêmia (amanhã), Sonhos de Estrela (quarta), Se Eu Fosse Feliz (quinta) e Copacabana (sexta).

    Nascida em 1909 em Portugal, a Pequena Notável, assim conhecida por ter apenas 1,53m de estatura, mudou-se com os pais e a irmã, Olinda, para o Rio de Janeiro, em 1910. Desde a adolescência, Carmem, apelido que fazia referência à ópera Carmem, de Bizet, tinha talento para a música – herança da mãe, dona Maria Emília.

    Com uma interpretação diferente, marcada pelos característicos movimentos das mãos e por um leve sotaque português, Carmem Miranda conheceu o compositor baiano Josué de Barros que, impressionado com seu talento, a iniciou no meio artístico.

    Em pouco tempo, a artista gravou dois discos, com as marchinhas memoráveis Não vá Simbora, Se o Samba é Moda, Triste Jandaia e Dona Balbina, e foi imediatamente convidada a cantar em festas e festivais promovidos por teatros e imprensa.

    No final da década de 30, começou a trabalhar no Cassino da Urca e fez sucesso cantando o repertório dos compositores Assis Valente e Ary Barroso. A música responsável pelo lançamento da cantora no metiê cinematográfico, contudo, foi a clássica

    O Que é Que a Baiana Tem, interpretada em companhia do grupo Bando da Lua.

    Ao vê-la no palco, com bananas na cabeça, roupa de baiana, colares coloridos e sorriso fácil, o empresário norte-americano Lee Schubert, ligado à Broadway, a convidou para se mudar para os Estados Unidos.

    Em 1939, Carmem Miranda e o Bando da Lua viajaram para a terra do Tio Sam e, em 1940, virou estrela de cinema. Ao todo, ela participou de 19 produções e ainda deixou sua impressão na calçada da fama de Hollywood.

    serviço

    Homenagem a Carmem Miranda – Exibição de cinco filmes estrelados pela atriz e cantora. De hoje a sexta, às 21h, com reprise no domingo, a partir das 17h50, no Telecine Classic (NET).

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