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Adaptação de peça de Shakespeare estreia neste fim de semana

Arquivo Geral

03/04/2009 0h00

Por Bruno Silva, da redação do Clicabrasilia.com.br

As incoerências e fragilidades do ser humano estão em cartaz na peça Medida por Medida, comédia de William Shakespeare que chega em Brasília nesta sexta-feira (3), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e ficará pela cidade durante o mês de Abril.


A peça conta a história de uma Viena que passa por uma época de corrupção moral. O Duque de Viena (Luis Salém) decide passar o poder para o reformador Ângelo (Ricardo Blat), que instaura a pena de morte para os atos de fornicação. “O Duque arma o circo e volta como espectador”, comenta Luis, que interpreta o Baiano na comédia Zorra Total, da Rede Globo.


O primeiro a ser condenado é o jovem nobre Claudio (Gustavo Wabner), por ter engravidado a noiva, Julieta, antes do casamento. A irmã de Claudio, Isabela, tenta salvá-lo junto ao novo governante. Ângelo promete libertar Cláudio em troca da virgindade de Isabela, cuja
pureza chama a atenção na corrupta cidade.


O ator que interpreta Ângelo, Ricardo Blat, não vê seu personagem necessariamente como o vilão da história. “Ele é um puritano, famoso por sua inflexibilidade, mas é um comportamento que está de acordo com as circustâncias”, comenta Ricardo. Ele quer que o público se identifique com a situação de Ângelo. “Ele é humano e tem suas fraquezas”, alega.


Ao mesmo tempo, o Duque de Viena retorna à cidade como um frade, para verificar os atos de seu sucessor e os efeitos que isso causa naquela sociedade. “Quando ele é o frade, se transforma em articulador da trama”, explica Luis Salém. Para resolver a situação de Cláudio e
Julieta, o Duque acaba intervindo. “Por estar insatisfeito, coloca um substituto e acaba observando como ele se deixa corromper”, comenta Luis, que interpreta o Duque.


Esta é a primeira temporada da peça, que estreou em janeiro deste ano, no Rio de Janeiro. Apesar de tradicional, o diretor Gilberto Gawronski decidiu ousar, ao colocar homens para fazer os papéis de personagens femininos. “No período elizabetano, não haviam atrizes em cena”, explica. Para ele, isso é um dos recursos da comédia. “A peça fala sobre a condição humana, e isso independe de gênero”, diz o diretor.


Além disso, a peça tem toques modernos como a trilha sonora, com Queen, Edith Piaf, Cindy Lauper e os hits de Madonna Like a Virgin e Material Girl. “Sempre tenho um compromisso de pensar Shakespeare com os olhos do meu tempo”, mostra Gawronski.


Serviço

De 03 a 26 de abril. De quinta a sábado, às 21h e domingo, às 19h. Ingressos a 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia). Informações: (61) 3310-7087. Evento não recomendado para menores de 14 anos.

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