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Ácaro causa 50% das crises de asma

Arquivo Geral

21/07/2004 0h00

Parentes das aranhas, carrapatos e escorpiões, os ácaros são responsáveis por 50% dos ataques de asma, já que são eles os componentes mais alergênicos encontrados na poeira doméstica – formada, também, por pêlos de animais, partículas de alimentos, fibras de mobílias e fezes de baratas.

“Lugares quentes e úmidos são ideais para a proliferação dos ácaros. Por isso, o ambiente doméstico é dominado por esses organismos, que também desencadeiam rinite alérgica e causam conjuntivite, eczemas e dermatites (alergia na pele, que provoca coceira) nas pessoas mais sensíveis”, diz a bióloga Sônia Moura, gerente-técnica da Praxxis Controle de Pragas, de São Paulo.

Os ácaros de poeira são encontrados em maior quantidade em travesseiros, colchões, carpetes e estofados (inclusive de automóveis). Alimentam-se, principalmente, da descamação de animais e humanos. “Em um grama de poeira, podem viver cerca de 19 mil ácaros. Como cada ácaro produz cerca de 20 bolotas de fezes ao dia, esse material todo pode ficar suspenso no ar durante muitas horas”, diz Sônia.

Estudos comprovam que a enzima encontrada nas fezes dos ácaros (Der P1) é que traz o componente alérgico. Uma vez instalada nos bronquíolos pulmonares, a enzima provoca sua contração, dificultando a respiração da pessoa. Além disso, pode desencadear coriza e irritação nos olhos.

“Como os ácaros são difíceis de serem removidos, pessoas alérgicas devem evitar dormir em quartos com carpetes, tapetes e cortinas de tecido. O travesseiro não deve ser de pena e tem de ser substituído todo ano. Capas protetoras para colchões e travesseiros, que não permitem a passagem de ácaros, já são vendidas em lojas especializadas. Bichinhos de pelúcia não devem ficar no quarto, onde a pessoa passa um terço do seu dia”, diz a especialista. Todo o mobiliário e o ambiente devem ser limpos com regularidade.

FreqüênciaA asma brônquica é uma doença pulmonar freqüente e que está aumentando em todo o mundo. A asma se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória. Este estreitamento é reversível e pode ocorrer em decorrência da exposição a diferentes fatores desencadeantes (“gatilhos”).

A obstrução pode ser revertida espontaneamente ou com uso de medicações. As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar. Iniciam no nariz, continuam na nasofaringe e laringe (cordas vocais) e no pescoço, tornando-se um tubo chamado traquéia. No tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), direito e esquerdo, levando o ar para os pulmões. Lá, os brônquios se ramificam e espalham o ar.

EmocionalA sugestionabilidade do paciente asmático é conhecida. Isso explica o desenvolvimento de crises até por estímulo visual (alguns vêem a fumaça de longe e já têm bronco-espasmo), bem como as curas fantásticas por procedimentos alternativos.

Como ocorre em tantos outros quadros psicossomáticos, há necessidade da presença simultânea de fatores de ordem psicológica e biológica (sensibilidade alérgica) para o desenvolvimento da asma brônquica. O tema é propício a reflexões sobre a possibilidade dessa tal “hipersensibilidade” ser tanto física quanto afetiva nos pacientes asmáticos.

Muitos são os estudos que procuram vincular estados emocionais e o desenvolvimento de asma brônquica. Biologicamente, a asma tem forte relação com os elementos associados à alergia, de um modo geral.

A ansiedade tem sido apontada por vários autores como sintoma freqüente entre asmáticos. Testes de avaliação de ansiedade demonstraram níveis bem mais altos entre os asmáticos, mesmo nos casos de episódios agudos de asma ou fora das crises.

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    21/07/2004 0h00

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    “Lugares quentes e úmidos são ideais para a proliferação dos ácaros. Por isso, o ambiente doméstico é dominado por esses organismos, que também desencadeiam rinite alérgica e causam conjuntivite, eczemas e dermatites (alergia na pele, que provoca coceira) nas pessoas mais sensíveis”, diz a bióloga Sônia Moura, gerente-técnica da Praxxis Controle de Pragas, de São Paulo.

    Os ácaros de poeira são encontrados em maior quantidade em travesseiros, colchões, carpetes e estofados (inclusive de automóveis). Alimentam-se, principalmente, da descamação de animais e humanos. “Em um grama de poeira, podem viver cerca de 19 mil ácaros. Como cada ácaro produz cerca de 20 bolotas de fezes ao dia, esse material todo pode ficar suspenso no ar durante muitas horas”, diz Sônia.

    Estudos comprovam que a enzima encontrada nas fezes dos ácaros (Der P1) é que traz o componente alérgico. Uma vez instalada nos bronquíolos pulmonares, a enzima provoca sua contração, dificultando a respiração da pessoa. Além disso, pode desencadear coriza e irritação nos olhos.

    “Como os ácaros são difíceis de serem removidos, pessoas alérgicas devem evitar dormir em quartos com carpetes, tapetes e cortinas de tecido. O travesseiro não deve ser de pena e tem de ser substituído todo ano. Capas protetoras para colchões e travesseiros, que não permitem a passagem de ácaros, já são vendidas em lojas especializadas. Bichinhos de pelúcia não devem ficar no quarto, onde a pessoa passa um terço do seu dia”, diz a especialista. Todo o mobiliário e o ambiente devem ser limpos com regularidade.

    FreqüênciaA asma brônquica é uma doença pulmonar freqüente e que está aumentando em todo o mundo. A asma se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória. Este estreitamento é reversível e pode ocorrer em decorrência da exposição a diferentes fatores desencadeantes (“gatilhos”).

    A obstrução pode ser revertida espontaneamente ou com uso de medicações. As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar. Iniciam no nariz, continuam na nasofaringe e laringe (cordas vocais) e no pescoço, tornando-se um tubo chamado traquéia. No tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), direito e esquerdo, levando o ar para os pulmões. Lá, os brônquios se ramificam e espalham o ar.

    EmocionalA sugestionabilidade do paciente asmático é conhecida. Isso explica o desenvolvimento de crises até por estímulo visual (alguns vêem a fumaça de longe e já têm bronco-espasmo), bem como as curas fantásticas por procedimentos alternativos.

    Como ocorre em tantos outros quadros psicossomáticos, há necessidade da presença simultânea de fatores de ordem psicológica e biológica (sensibilidade alérgica) para o desenvolvimento da asma brônquica. O tema é propício a reflexões sobre a possibilidade dessa tal “hipersensibilidade” ser tanto física quanto afetiva nos pacientes asmáticos.

    Muitos são os estudos que procuram vincular estados emocionais e o desenvolvimento de asma brônquica. Biologicamente, a asma tem forte relação com os elementos associados à alergia, de um modo geral.

    A ansiedade tem sido apontada por vários autores como sintoma freqüente entre asmáticos. Testes de avaliação de ansiedade demonstraram níveis bem mais altos entre os asmáticos, mesmo nos casos de episódios agudos de asma ou fora das crises.

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