O mundo de Jean-Luc Godard e François Truffaut não é mais o mesmo desde 2000, quando o cinema francês enveredou pela mesma rota de Hollywood e investiu pesado nas câmeras rápidas e ação frenética com o filme policial Rios Vermelhos, de Mathieu Kassovitz. Quatro anos mais tarde, a mesma ação à francesa com tiros e perseguições volta ao topo das bilheterias do cinema comercial francês com o segundo filme da série, Rios Vermelhos 2 – Anjos do Apocalipse, que estréia hoje nos cinemas brasileiros.
Jean Reno, o ator franco-marroquino que fez fama com O Profissional e Missão Impossível, retorna para uma nova e mais perigosa tarefa na pele do inspetor da polícia parisiense Pierre Niemans. No filme anterior, Niemans lidara com o caso de um cadáver encontrado mutilado numa cidade universitária. Em Anjos do Apocalipse, o comissário deverá solucionar um caso que envolve mais de dois mil anos de mistério.
Niemans e um ex-aluno seu, Redá (Benoit Magimel), investigam um caso sobrenatural, que envolve assassinatos ocorridos num monastério. Com a ajuda da teóloga Marie, eles tentam descobrir o que há por trás das mensagens confusas murmuradas por um homem atormentado que se parece com Jesus Cristo.
Ao longo das investigações, eles descobrem que o caso está ligado a um tesouro do Vaticano roubado pelo Rei Bernardo e que está secreto no túmulo de Lotário II. O tesouro é o livro sagrado, escrito pela mão de Deus, e que descreve o Apocalipse dividindo-o em sete selos. Quem quebrar o sétimo, poderá se comunicar com Deus.