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À procura do pop perfeito

Arquivo Geral

04/06/2005 0h00

Desde sua fundação, em 1992, até estourar na MTV com os sucessos do álbum Gol de Quem?, a banda mineira Pato Fu se afirma ao mesmo tempo em que deixa de lado o rótulo de banda pop. O baixista da formação original Ricardo Koctus (ao lado do casal John Ulhôa e Fernanda Takai) prefere arriscar em definir como pop rock.

Mas a verdade é que – pelo menos desde o disco anterior de estúdio Ruído Rosa – a banda experimenta texturas variadas do que poderia vir a ser pop, ou mesmo rock. O próprio Koctus em entrevista ao Jornal de Brasília, avalia que, agora, o Pato Fu consegue definir melhor essa receita no lançamento do oitavo disco de carreira, Toda Cura Para Todo Mal (Rotomusic, distribuído pela Sony&BMG), nas prateleiras a partir de segunda-feira.

Há quem dissesse que o Pato Fu se insere no indie rock (fundado pelos britânicos em meados dos 90), ou mesmo qualificasse como brega (lembram de Pinga?). “Canso de procurar o estilo onde a gente se encaixa”, diz o baixista. “Mas não posso dizer que a gente seja além do pop rock. Como falou Marcelo D2, acho nós estamos à procura do pop perfeito”, emenda.

No novo álbum – cuja produção atrasou em um ano, devido à morte do produtor musical Tom Capone, com quem o Pato acertava parceria para o disco – o pop é pincelado por baladas “jovem guarda” como Agridoce, ou “à Barry White”, como Vida Diet. O rock vem nas candidatas a hit Anormal e Sorte e Azar.

Koctus admite: “Agridoce é completamente Roberto Carlos. Temos muitas referências de Talking Heads, Titãs, Plebe e muito de Super Furry Animals. Não é proposital, porque é aquilo que estamos acostumados a ouvir”.

O projeto de Toda Cura Para Todo Mal também contempla uma série de videoclipes de animação realizados por grandes cartunistas. O primeiro a ser feito foi o de Uh uh uh, la la la, ié ié!, com traços de Laerte. Para cada uma das 13 faixas, inclusive a inóspita canção instrumental chamada simplesmente de !, haverá um vídeo correspondente – inclusive, esta é uma prática consagrada da banda galesa Super Furry. “A primeira idéia era de que o disco saísse com um DVD com os clipes. Agora estamos pensando em colocar uma por mês na internet. Mas não definimos o formato ainda”, adianta o músico.

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    04/06/2005 0h00

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    Mas a verdade é que – pelo menos desde o disco anterior de estúdio Ruído Rosa – a banda experimenta texturas variadas do que poderia vir a ser pop, ou mesmo rock. O próprio Koctus em entrevista ao Jornal de Brasília, avalia que, agora, o Pato Fu consegue definir melhor essa receita no lançamento do oitavo disco de carreira, Toda Cura Para Todo Mal (Rotomusic, distribuído pela Sony&BMG), nas prateleiras a partir de segunda-feira.

    Há quem dissesse que o Pato Fu se insere no indie rock (fundado pelos britânicos em meados dos 90), ou mesmo qualificasse como brega (lembram de Pinga?). “Canso de procurar o estilo onde a gente se encaixa”, diz o baixista. “Mas não posso dizer que a gente seja além do pop rock. Como falou Marcelo D2, acho nós estamos à procura do pop perfeito”, emenda.

    No novo álbum – cuja produção atrasou em um ano, devido à morte do produtor musical Tom Capone, com quem o Pato acertava parceria para o disco – o pop é pincelado por baladas “jovem guarda” como Agridoce, ou “à Barry White”, como Vida Diet. O rock vem nas candidatas a hit Anormal e Sorte e Azar.

    Koctus admite: “Agridoce é completamente Roberto Carlos. Temos muitas referências de Talking Heads, Titãs, Plebe e muito de Super Furry Animals. Não é proposital, porque é aquilo que estamos acostumados a ouvir”.

    O projeto de Toda Cura Para Todo Mal também contempla uma série de videoclipes de animação realizados por grandes cartunistas. O primeiro a ser feito foi o de Uh uh uh, la la la, ié ié!, com traços de Laerte. Para cada uma das 13 faixas, inclusive a inóspita canção instrumental chamada simplesmente de !, haverá um vídeo correspondente – inclusive, esta é uma prática consagrada da banda galesa Super Furry. “A primeira idéia era de que o disco saísse com um DVD com os clipes. Agora estamos pensando em colocar uma por mês na internet. Mas não definimos o formato ainda”, adianta o músico.

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