O período compreendido entre o Natal e o Carnaval nunca foi grande coisa para a televisão, em função do número de aparelhos ligados. A queda é bem acentuada, mas ainda assim, Belíssima, que estreou em novembro passado, conseguiu driblar os percalços e vem registrando altos índices de audiência. O autor Silvio de Abreu, para manter a novela lá em cima, chegou inclusive a queimar antecipadamente muitos cartuchos. O desaparecimento de Bia Falcão (Fernanda Montenegro), um dos principais nomes da história, foi só um deles. Henri Castelli, logo nos primeiros capítulos, acabou executado, e Claudia Abreu, além de presa, por pouco não morre esfaqueada. E não parou por aí. Glória Pires, na ficção e realidade, baixou enfermaria. Marcello Antony, que começou pobretão e com jeito de gente boa, com uma velocidade espantosa virou presidente de empresa. E bandido. A estratégia deu certo e os índices surpreenderam. Mas fica a pergunta: e agora, Silvio de Abreu, o que o telespectador ainda pode esperar de Belíssima? Resposta do autor: “Pode esperar muito mais emoções. Depois de se livrar de seu complexo de culpa com relação à morte dos pais, Júlia (Glória Pires) flagra o marido (André/Marcello Antony) e a filha (Érica/Letícia Birkheuer) em sua cama. Isso vai ser a grande virada da personagem, que passa a agir de uma maneira muito mais determinada, sem complexos ou ingenuidade”. Portanto, vem aí uma nova Glória Pires.