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A maior viagem

Arquivo Geral

02/05/2004 0h00

Com 16 anos, idade de Letícia, sua personagem em Malhação, Juliana Didone já tinha ido ao Japão duas vezes como modelo. Gaúcha de Porto Alegre, ela saiu cedo de casa para batalhar a carreira. Começou aos 12 e três anos depois carimbou o passaporte no Oriente. “Era inverno, mas a adrenalina era tanta que nem sentia frio. Não sabia falar nada de japonês e o inglês era aquele de escola.”

As duas temporadas no Japão fizeram a diferença na vida da atriz, hoje com 19 anos. Nem tanto pelo dinheiro. “Deu para juntar menos do que eu queria. Tinha que reservar a grana do aluguel e eram milhões de despesas. Quando voltei, ajudei minha mãe, estudei em colégio legal e fiz curso de teatro. O dinheiro acabou”, situa. Mas valeu pela oportunidade de se deparar com um outro mundo ainda bem nova. “Era tudo lindo, mas tinha muita bebida, droga e sair ficando com todo mundo era fácil. Tinha menina que era fofa no Brasil e se perdia lá.”

Apesar da pouca idade, Juliana se manteve no eixo. “Modelo, lá, entra em todas as festas de graça e ganha ficha para beber o que quiser. Conheci pessoas barras-pesadas, mas soube me distanciar. Tive a sorte de me juntar a gente legal.”

Com impensáveis dez quilos a menos que os atuais 52kg – ela mede 1,72m – Juliana era tida como gorda nos testes. “Os japoneses reclamavam se a gente estava gorda ou com espinha. Ficava sem entender, rindo para eles”, lembra ela, que tinha as medidas tiradas semanalmente. Comida era luxo. “Estava um pau e me achava gorda. Era uma loucura, não comia. Se tinha fome, ficava na maçã e, mais tarde, um iogurte”, lista.

Mas nem tudo era ralação. Juliana soube aproveitar a noite de Tóquio. Ela costumava ir para uma daquelas salinhas de karaokê para poucas pessoas – como no filme Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola. “A balada lá é muito louca. Ficávamos no karokê cantando, bebendo e comendo frango. Depois, íamos dançar até às 4h.” A noite terminava no parque. “Andávamos de escorregador às 5h. A gente sabia se divertir no limite, não passava perrengue”, frisa. Quer dizer, às vezes tinham umas roubadas. “Uma vez me perdi à noite e peguei um táxi. No meio do caminho vi meus amigos na calçada, mas o motorista tranca a porta e só pára no destino final”, lembra.

Outro susto foi numa lojinha de comida. Desligada, Juliana entrou, pegou uma caixa de cereal e não pagou. “Nem percebi. Andava distraída na rua, cantando música brasileira alto. Morri de vergonha. Eu não sabia me explicar.”

Morando no Rio pela segunda vez – a primeira foi quando gravou Desejos de Mulher, em 2002 – Juliana quer ficar de vez na cidade. “Dá saudade da família, não vejo minha mãe desde janeiro”, diz. A mãe, que trabalha como doceira, e as irmãs – de 11 e 7 anos – moram hoje em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. No Rio, a atriz tem no namorado, o ator Daniel Del Sarto, 29 anos, seu porto seguro. “A gente se ama e é muito unido. Divido tudo com ele.”

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    02/05/2004 0h00

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    As duas temporadas no Japão fizeram a diferença na vida da atriz, hoje com 19 anos. Nem tanto pelo dinheiro. “Deu para juntar menos do que eu queria. Tinha que reservar a grana do aluguel e eram milhões de despesas. Quando voltei, ajudei minha mãe, estudei em colégio legal e fiz curso de teatro. O dinheiro acabou”, situa. Mas valeu pela oportunidade de se deparar com um outro mundo ainda bem nova. “Era tudo lindo, mas tinha muita bebida, droga e sair ficando com todo mundo era fácil. Tinha menina que era fofa no Brasil e se perdia lá.”

    Apesar da pouca idade, Juliana se manteve no eixo. “Modelo, lá, entra em todas as festas de graça e ganha ficha para beber o que quiser. Conheci pessoas barras-pesadas, mas soube me distanciar. Tive a sorte de me juntar a gente legal.”

    Com impensáveis dez quilos a menos que os atuais 52kg – ela mede 1,72m – Juliana era tida como gorda nos testes. “Os japoneses reclamavam se a gente estava gorda ou com espinha. Ficava sem entender, rindo para eles”, lembra ela, que tinha as medidas tiradas semanalmente. Comida era luxo. “Estava um pau e me achava gorda. Era uma loucura, não comia. Se tinha fome, ficava na maçã e, mais tarde, um iogurte”, lista.

    Mas nem tudo era ralação. Juliana soube aproveitar a noite de Tóquio. Ela costumava ir para uma daquelas salinhas de karaokê para poucas pessoas – como no filme Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola. “A balada lá é muito louca. Ficávamos no karokê cantando, bebendo e comendo frango. Depois, íamos dançar até às 4h.” A noite terminava no parque. “Andávamos de escorregador às 5h. A gente sabia se divertir no limite, não passava perrengue”, frisa. Quer dizer, às vezes tinham umas roubadas. “Uma vez me perdi à noite e peguei um táxi. No meio do caminho vi meus amigos na calçada, mas o motorista tranca a porta e só pára no destino final”, lembra.

    Outro susto foi numa lojinha de comida. Desligada, Juliana entrou, pegou uma caixa de cereal e não pagou. “Nem percebi. Andava distraída na rua, cantando música brasileira alto. Morri de vergonha. Eu não sabia me explicar.”

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