Menu
Promoções

A máfia que discute filosofia

Arquivo Geral

21/11/2004 0h00

Platão, Aristóteles, Maquiavel e outros filósofos, quem diria, foram parar nos seriados de TV. No livro A Família Soprano e a Filosofia – Mato, Logo Existo (Editora Madras, 224 páginas, R$ 29,90), o PhD em Filosofia e professor universitário americano William Irwin reuniu uma coletânea de textos que desvendam o universo da série do canal HBO (TVA), exibida todo domingo às 21h.

“No caso dos Soprano, a filosofia está no seriado. Em um episódio, A.J. (o filho do mafioso Tony Soprano) fica pensando sobre o sentido da vida. Tudo é um grande nada, diz a avó dele, igual aos filósofos existencialistas que ele lê na escola. Já Maquiavel (O Príncipe) e Sun Tzu (A Arte da Guerra) são sempre mencionados por Tony”, conta Irwin, ele mesmo um fã de Os Simpsons, Nova York Contra o Crime, Lei e Ordem e O Aprendiz.

No último Emmy – o Oscar da TV americana –, A Família Soprano levou o prêmio de melhor série dramática, entre outros, ao retratar as angústias do chefão feito por James Gandolfini. Em meio às pressões do crime organizado de Nova Jersey, o mafioso vai até ao psiquiatra.

O livro A Família Soprano e a Filosofia faz parte de uma série que desvenda as referências filosóficas em Os Simpsons, Buffy a Caça-Vampiros, Seinfeld, Harry Potter e Matrix. “A minha intenção é levar a filosofia ao público em geral, conectando-a com o que ele já conhece e gosta da cultura popular. Os brasileiros têm interesse por filosofia, já os americanos se sentem intimidados por ela”, explica William.

Falando em cultura popular, a pergunta óbvia é se o professor encontraria filosofia nas novelas brasileiras. “Nunca fui ao Brasil nem vi nada da TV brasileira, mas ouvi dizer que as novelas são muito sexies”, empolga-se.

    Você também pode gostar

    A máfia que discute filosofia

    Arquivo Geral

    21/11/2004 0h00

    Platão, Aristóteles, Maquiavel e outros filósofos, quem diria, foram parar nos seriados de TV. No livro A Família Soprano e a Filosofia – Mato, Logo Existo (Editora Madras, 224 páginas, R$ 29,90), o PhD em Filosofia e professor universitário americano William Irwin reuniu uma coletânea de textos que desvendam o universo da série do canal HBO (TVA), exibida todo domingo às 21h.

    “No caso dos Soprano, a filosofia está no seriado. Em um episódio, A.J. (o filho do mafioso Tony Soprano) fica pensando sobre o sentido da vida. Tudo é um grande nada, diz a avó dele, igual aos filósofos existencialistas que ele lê na escola. Já Maquiavel (O Príncipe) e Sun Tzu (A Arte da Guerra) são sempre mencionados por Tony”, conta Irwin, ele mesmo um fã de Os Simpsons, Nova York Contra o Crime, Lei e Ordem e O Aprendiz.

    No último Emmy – o Oscar da TV americana –, A Família Soprano levou o prêmio de melhor série dramática, entre outros, ao retratar as angústias do chefão feito por James Gandolfini. Em meio às pressões do crime organizado de Nova Jersey, o mafioso vai até ao psiquiatra.

    O livro A Família Soprano e a Filosofia faz parte de uma série que desvenda as referências filosóficas em Os Simpsons, Buffy a Caça-Vampiros, Seinfeld, Harry Potter e Matrix. “A minha intenção é levar a filosofia ao público em geral, conectando-a com o que ele já conhece e gosta da cultura popular. Os brasileiros têm interesse por filosofia, já os americanos se sentem intimidados por ela”, explica William.

    Falando em cultura popular, a pergunta óbvia é se o professor encontraria filosofia nas novelas brasileiras. “Nunca fui ao Brasil nem vi nada da TV brasileira, mas ouvi dizer que as novelas são muito sexies”, empolga-se.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado