Bem que o Canal 1 avisou: na noite de segunda-feira, a Bandeirantes anunciou a saída de Marlene Mattos. Oficialmente, ela deixa a emissora no domingo, dia 31. Marlene, segundo seus assessores mais próximos, vai tocar carreira solo, montando uma produtora de conteúdo. Outros setores, no entanto, entendem que ela deve tomar um caminho diferente. O seu ingresso numa poderosa rede, também com base em São Paulo, poderá acontecer antes do final do ano. E o que será da TV Bandeirantes? Na terça-feira, a emissora expediu nota oficial, informando os motivos que determinaram essa nova mudança no seu setor artístico. Simultaneamente a isso, notícias começaram a surgir sobre o que irá acontecer. O aproveitamento de Rogério Gallo, atualmente prestando serviços para o 21, é uma possibilidade a ser considerada. Existem outras. Sincera e honestamente, creio que o problema da Bandeirantes vai muito além de uma questão de nomes. Dentro das condições atuais, e isso vem de muito tempo, nem o Boni ou qualquer outro craque da tevê mundial vai dar um jeito naquilo. Será que alguém tem dúvida da capacidade de Marlene Mattos? Aconteceu com ela o mesmo problema que atingiu seus antecessores: ela não encontrou condições para desenvolver o seu trabalho. O anticorpo de plantão não permitiu. É sabido que Marlene teve opositores lá dentro – isso, desde o primeiro dia. O Morumbi ficou pequeno demais para ela e seus adversários. Na verdade, mudam apenas os nomes, mas o problema permanece o mesmo. Johnny Saad é um moço do bem, sempre agiu com a melhor das intenções e desfruta de um excelente conceito junto aos seus funcionários. Cabe a ele encarar este problema de frente e, em busca do melhor para sua emissora, não permitir mais esse estado de coisas. Caso contrário, novos e lamentáveis fatos podem ser anunciados com a mesma freqüência de sempre.