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A história de um amor proibido em Portugal

Arquivo Geral

01/10/2005 0h00

Século 14, em Portugal. Um amor proibido desafiou as convenções da época e foi mais forte até mesmo que a morte. Este não é apenas o enredo de uma peça teatral, mas uma história de amor real. O espetáculo Inês de Castro – Rainha Morta, inspirado na personagem histórica, está em Brasília, hoje e amanhã, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional.

A montagem surgiu da fascinação que a atriz Juliana Teixeira tem pela personagem: “Ela foi uma mulher à frente do seu tempo. É uma história de amor, como Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, com a tocante diferença de que foi uma história real”, definiu Juliana, em entrevista ao Jornal de Brasília.

Depois de pesquisar muitos textos em bibliotecas no Brasil e em Portugal, Juliana chegou ao do espanhol Alejandro Casona: “A peça dele concentra a ação nos dois últimos dias de vida de Inês, momento em que as relações e dramas pessoais são cercados de grande intensidade”, explica a atriz.

Foi essa a fase escolhida para levar a história aos palcos do Brasil. “Além de tudo, todos falam da minha semelhança física com ela”, conta Juliana, que também possui cabelos louros e cacheados e olhos verdes.

degolada A peça conta a história de Inês (interpretata por Juliana Teixeira), que nasceu em 1325, em Monforte, na Espanha, e aos 15 anos mudou-se para Portugal, onde torna-se dama de companhia da princesa Constança Manoel (Pitty Webo, a Marcinha da novela global Mulheres Apaixonadas), prometida do herdeiro do trono português, Dom Pedro (Roger Gobeth, o Fred da novela Floribella, da Band). Eles se casam, mas Pedro fica encantado com Inês.

Com a morte de Constança, os dois passam a morar juntos e têm três filhos. “Naquela época, era um absurdo um homem e uma mulher que não são casados morarem juntos”, explica Juliana.

Tudo parecia bem, até que o pai de Pedro, o Rei Dom Afonso IV (Nildo Parente), manda seus conselheiros matarem a jovem, que é degolada em janeiro de 1355.

Pedro sofre muito e anos depois, com a morte de seu pai, torna-se rei de Portugal e declara Inês rainha. “O amor é tanto que ele manda fazer uma escultura dela, faz com que a corte beije a ossada e promete vingança àqueles que mataram sua amada”, relata a atriz.

A personagem já foi tema de montagens teatrais no mundo. No Brasil, destaca-se a dirigida por Ziembinski (A Rainha Morta), nos anos 40, na Companhia Os Comediantes, com Cacilda Becker e Maria Della Costa no elenco.

“A história dela ainda é pouco conhecida no Brasil. O que queremos mostrar é a verdade desse amor, trazer essa história para a nova geração e popularizá-la”, explica Juliana.

O elenco conta ainda com os atores Alex Nader, Ramon Motta, Maria Regina, Daisy Pozzato, Samir Murad e Ellan Lustosa.

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    01/10/2005 0h00

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    A montagem surgiu da fascinação que a atriz Juliana Teixeira tem pela personagem: “Ela foi uma mulher à frente do seu tempo. É uma história de amor, como Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, com a tocante diferença de que foi uma história real”, definiu Juliana, em entrevista ao Jornal de Brasília.

    Depois de pesquisar muitos textos em bibliotecas no Brasil e em Portugal, Juliana chegou ao do espanhol Alejandro Casona: “A peça dele concentra a ação nos dois últimos dias de vida de Inês, momento em que as relações e dramas pessoais são cercados de grande intensidade”, explica a atriz.

    Foi essa a fase escolhida para levar a história aos palcos do Brasil. “Além de tudo, todos falam da minha semelhança física com ela”, conta Juliana, que também possui cabelos louros e cacheados e olhos verdes.

    degolada A peça conta a história de Inês (interpretata por Juliana Teixeira), que nasceu em 1325, em Monforte, na Espanha, e aos 15 anos mudou-se para Portugal, onde torna-se dama de companhia da princesa Constança Manoel (Pitty Webo, a Marcinha da novela global Mulheres Apaixonadas), prometida do herdeiro do trono português, Dom Pedro (Roger Gobeth, o Fred da novela Floribella, da Band). Eles se casam, mas Pedro fica encantado com Inês.

    Com a morte de Constança, os dois passam a morar juntos e têm três filhos. “Naquela época, era um absurdo um homem e uma mulher que não são casados morarem juntos”, explica Juliana.

    Tudo parecia bem, até que o pai de Pedro, o Rei Dom Afonso IV (Nildo Parente), manda seus conselheiros matarem a jovem, que é degolada em janeiro de 1355.

    Pedro sofre muito e anos depois, com a morte de seu pai, torna-se rei de Portugal e declara Inês rainha. “O amor é tanto que ele manda fazer uma escultura dela, faz com que a corte beije a ossada e promete vingança àqueles que mataram sua amada”, relata a atriz.

    A personagem já foi tema de montagens teatrais no mundo. No Brasil, destaca-se a dirigida por Ziembinski (A Rainha Morta), nos anos 40, na Companhia Os Comediantes, com Cacilda Becker e Maria Della Costa no elenco.

    “A história dela ainda é pouco conhecida no Brasil. O que queremos mostrar é a verdade desse amor, trazer essa história para a nova geração e popularizá-la”, explica Juliana.

    O elenco conta ainda com os atores Alex Nader, Ramon Motta, Maria Regina, Daisy Pozzato, Samir Murad e Ellan Lustosa.

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