Os amigos mais próximos, aqueles que realmente gostam do Tom Cavalcante e aprenderam a admirar o seu trabalho, entendem que o humorista só tem um caminho a seguir: procurar a direção da Record, mostrar que houve um erro de avaliação e combinar férias antecipadas do seu programa. Leva do jeito que está até o final de dezembro, pára nos meses de janeiro e fevereiro e retorna só em março. E aí, vida nova. É a melhor maneira de passar uma borracha em tudo o que foi feito até agora, esquecer que o passado um dia existiu e promover outra estréia no ano que vem, com programa novo, pensado, criado de acordo com as suas próprias características. Não existe um outro caminho. A Record, tenho quase certeza, contratou o Tom Cavalcante humorista, aquele cara engraçado, que imita bem várias figuras famosas, que criou tipos interessantes ao longo da vida e ainda tem muito a oferecer no campo da graça. Essa é a sua praia. Mas se for para fazer o papel de jornalista, apresentador, repórter, âncora, seja lá o que for, ficou provado que não dá. Existem outros por aí que fazem isso muito melhor que ele. Na semana passada, Tom usou o seu elenco e fez sátiras em cima dos programas O Aprendiz e Sem Saída. Os índices voltaram a subir. Televisão não foi feita para inventar e nem pode ser usada como balão de ensaio. Custa muito caro. Em todo e qualquer investimento no nosso vídeo, precisa haver um mínimo de certeza. Tom Cavalcante só será um sucesso na Record se fizer o que realmente entende. Tem de cair a ficha. Saber que errou, onde errou e como corrigir são sinais de sabedoria.