No último domingo, fui assistir ao filme O Terminal com duas amigas. Na fita, a personagem de Catherine Zeta-Jones adora biografia e curiosidades. Em determinado momento, ela começa a contar à personagem de Tom Hanks a origem do croissant, aquele pãozinho em forma de meia-lua. Foi mais do que o suficiente para que minhas companhias, apaixonadas por gastronomia, pedissem que eu apontasse locais em Brasília onde podia-se comer a iguaria. E, não satisfeitas, pediram para que falasse mais do croissant. Pedido feito, pedido aceito.
Estudiosos defendem a tese de que mais consistente de que o famoso pãozinho foi criado por austríacos em 1686, durante a guerra com a Turquia. Na frente de batalha, durante a noite, um grupo de padeiros ouviu os turcos cavando um túnel sob a cozinha do acampamento para atingir a retaguarda dos austríacos. O alarme levou os invasores à derrota, e, como prêmio, receberam o privilégio de criar uma patisserie no formato do desenho da bandeira turca, uma lua crescente, o molde do croissant.
O certo mesmo é que os franceses – são sempre eles quando o assunto é gastronomia -, aperfeiçoaram e adotaram aquela delícia como um dos ícones da panificação francesa. Tanto que a palavra croissant significa crescente em francês. A base do saboroso pão é a massa folhada. Quem já foi a França sabe que a grande estrela do café da manhã dos franceses é ele, algo parecido com o nosso sagrado pãozinho francês – olha eles aí de novo – com manteiga.
Bem, por aqui, cada vez mais os brasileiros consomem essa iguaria e, claro, adaptando os recheios para que se adaptasse melhor e com criatividade ao gosto brasileiro. No Frans Café, instalado dentro da megaloja Fnac, no ParkShopping, há duas variedades clássicas do croissant. O primeiro é um croissant simples (R$ 1,30) com massa branca e servido com sachê de manteiga e geléia. Sai quentinho do forno e não tem como não pedir um expresso ou um chá como complemento.
A outra variedade leva recheio de chocolate. “Como o croissant vai ao forno, quando o cliente parte o pão, o chocolate sai derretido”, explica a proprietária da filial do café paulista em Brasília, Luciana Ribeiro. E, em meio àqueles montes de livros e CDs da Fnac para serem manuseados, o lanche francês fica ainda mais charmoso. Bon apetit!