Vamos ao que interessa: a Rede Globo, certa ou errada, justa ou injustamente, vem monopolizando o mercado esportivo do nosso vídeo. Pertencem a ela os direitos de todo o nosso futebol, incluindo-se aí os certames regionais, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Copa do Mundo, Eliminatórias do Mundial, amistosos da seleção e por aí vai, para não enveredarmos no campo de outras modalidades. E o que sobra, em termos práticos, para a sua concorrência? Migalhas. São transmissões de categorias inferiores do esporte a motor, a americana Indy, basquete da NBA e uma ou outra coisinha a mais. Quando se trata de algo que possa despertar a atenção do grande público e que atrapalhe demais a sua grade de programação, a Globo vai lá e compra, sem dar a menor chance a ninguém. Às vezes, adquire o produto e nem põe no ar. Evidentemente, fica quase impossível concordar com uma coisa dessas, mas ninguém pode negar o seu direito. Uma maior divisão desses eventos entre outras grandes redes poderia ser a fórmula mais salutar, porém fica difícil escapar das perguntas: a Globo possui tudo isso por que é mais competente? Ou é a incompetência das outras que leva a Globo a ter tudo isso?