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60 anos de arte reunida no CCBB

Arquivo Geral

08/10/2005 0h00

Kelly Maroccolo

Aexposição Henry Moore: Uma Retrospectiva – Brasil 2005, marcará, em grande estilo, as comemorações dos cinco anos do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) e 60 anos de carreira do escultor inglês que dá título à mostra, falecido em 1986. Depois do sucesso que atraiu mais de 90 mil visitantes em São Paulo e 130 mil no Rio de Janeiro, a exposição termina sua itinerância no País em solo candango. A mostra ficará em cartaz de hoje ao dia 27 de novembro, no CCBB, com visitação de terça a domingo, das 10h às 21h. A entrada é franca.

A principal característica da exposição é a disposição de dez esculturas a céu aberto, fazendo valer assim o pedido de seu criador. “Quando era vivo, Henry Moore dizia que preferia ver as esculturas em qualquer paisagem do que dentro do mais belo edifício do mundo”, conta Anita Feldman, uma das curadoras. Segundo David Mitchinson, que divide a curadoria com Anita, Henry sempre estabeleceu essa relação do homem com a natureza. “Brasília tem um cenário muito bonito, é uma pena que ele seja tomado pela publicidade”, lamenta.

Um aspecto ressaltado por Anita, é que as esculturas estarão casadas ao céu, a paisagem de Brasília e à arquitetura de Oscar Niemeyer. “Niemeyer admira o trabalho de Henry. Em função disso, é uma honra poder realizar essa exposição na cidade”.

novo espaçoA mostra inaugura oficialmente o jardim de escultura, novo espaço expositivo do CCBB. O local recebeu várias modificações para o evento. As esculturas, de até três metros de altura, expostas no jardim, foram transportadas por três caminhões para a capital. Como algumas delas vieram deitadas, necessitaram de um retoque de cera. Graças ao clima quente da cidade, o pequeno incidente não causou nenhum transtorno.

Segundo David, fazer um evento assim é muito caro. Em função disso, a mostra só passará por três cidades. “Estamos planejando trazer essa mostra para o Brasil há oito anos. Futuramente pretendemos trazer para outras cidades do País”, informa.

Entre as obras que serão expostas, estão 39 esculturas, 43 desenhos em molduras, sete maquetes em gesso, 30 fotografias e objetos recolhidos pelo artista (Moore colecionava, como fonte de inspiração, conchas, ossos, pedras, pedaços de madeira). “O público poderá acompanhar todo o processo de criação do escultor e também a apresentação cronológica. Do desenho à maquete, da maquete ao modelo médio e do modelo médio à escultura”, antecipa o curador.

Os temas tratados, são representados em formas bi e tridimensionais, tais como figuras reclinadas, mães e filhos, elmos, além de desenhos e aquarelas, formas orgânicas, figuras em pé, guerreiros, figuras masculinas e formas animais. “O público poderá acompanhar obras esculpidas no período da Segunda Guerra e pós-guerra”, diz David.

biografiaHenry Moore nasceu em Yorkshire (Inglaterra), em 1898. Logo aos 11 anos ele já esculpia, sob influência das obras do mestre italiano Michelangelo. Sua primeira exposição individual foi realizada em Londres, em 1928.

Moore ficou conhecido por abordar, em suas obras, a educação, em função da mudança social pós-guerra. Outro aspecto característico do escultor era o material usado nas esculturas. “Ele lapidava as esculturas sem perder a solidez do material”, informa Anita. Durante a mostra, o público poderá assistir, gratuitamente, a um vídeo sobre a vida e obra de Henry Moore, com depoimentos do artista.

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    60 anos de arte reunida no CCBB

    Arquivo Geral

    08/10/2005 0h00

    Kelly Maroccolo

    Aexposição Henry Moore: Uma Retrospectiva – Brasil 2005, marcará, em grande estilo, as comemorações dos cinco anos do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) e 60 anos de carreira do escultor inglês que dá título à mostra, falecido em 1986. Depois do sucesso que atraiu mais de 90 mil visitantes em São Paulo e 130 mil no Rio de Janeiro, a exposição termina sua itinerância no País em solo candango. A mostra ficará em cartaz de hoje ao dia 27 de novembro, no CCBB, com visitação de terça a domingo, das 10h às 21h. A entrada é franca.

    A principal característica da exposição é a disposição de dez esculturas a céu aberto, fazendo valer assim o pedido de seu criador. “Quando era vivo, Henry Moore dizia que preferia ver as esculturas em qualquer paisagem do que dentro do mais belo edifício do mundo”, conta Anita Feldman, uma das curadoras. Segundo David Mitchinson, que divide a curadoria com Anita, Henry sempre estabeleceu essa relação do homem com a natureza. “Brasília tem um cenário muito bonito, é uma pena que ele seja tomado pela publicidade”, lamenta.

    Um aspecto ressaltado por Anita, é que as esculturas estarão casadas ao céu, a paisagem de Brasília e à arquitetura de Oscar Niemeyer. “Niemeyer admira o trabalho de Henry. Em função disso, é uma honra poder realizar essa exposição na cidade”.

    novo espaçoA mostra inaugura oficialmente o jardim de escultura, novo espaço expositivo do CCBB. O local recebeu várias modificações para o evento. As esculturas, de até três metros de altura, expostas no jardim, foram transportadas por três caminhões para a capital. Como algumas delas vieram deitadas, necessitaram de um retoque de cera. Graças ao clima quente da cidade, o pequeno incidente não causou nenhum transtorno.

    Segundo David, fazer um evento assim é muito caro. Em função disso, a mostra só passará por três cidades. “Estamos planejando trazer essa mostra para o Brasil há oito anos. Futuramente pretendemos trazer para outras cidades do País”, informa.

    Entre as obras que serão expostas, estão 39 esculturas, 43 desenhos em molduras, sete maquetes em gesso, 30 fotografias e objetos recolhidos pelo artista (Moore colecionava, como fonte de inspiração, conchas, ossos, pedras, pedaços de madeira). “O público poderá acompanhar todo o processo de criação do escultor e também a apresentação cronológica. Do desenho à maquete, da maquete ao modelo médio e do modelo médio à escultura”, antecipa o curador.

    Os temas tratados, são representados em formas bi e tridimensionais, tais como figuras reclinadas, mães e filhos, elmos, além de desenhos e aquarelas, formas orgânicas, figuras em pé, guerreiros, figuras masculinas e formas animais. “O público poderá acompanhar obras esculpidas no período da Segunda Guerra e pós-guerra”, diz David.

    biografiaHenry Moore nasceu em Yorkshire (Inglaterra), em 1898. Logo aos 11 anos ele já esculpia, sob influência das obras do mestre italiano Michelangelo. Sua primeira exposição individual foi realizada em Londres, em 1928.

    Moore ficou conhecido por abordar, em suas obras, a educação, em função da mudança social pós-guerra. Outro aspecto característico do escultor era o material usado nas esculturas. “Ele lapidava as esculturas sem perder a solidez do material”, informa Anita. Durante a mostra, o público poderá assistir, gratuitamente, a um vídeo sobre a vida e obra de Henry Moore, com depoimentos do artista.

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