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Protótipo de submarino nuclear visitado Bolsonaro já custou R$ 35 bilhões

A visita do presidente marcou o início da montagem do reator embarcado do primeiro submarino nuclear brasileiro, no Centro Experimental Aramar, da Marinha

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O projeto do submarino nuclear visitado nesta quarta-feira, 21, pelo presidente Jair Bolsonaro, em Iperó, interior de São Paulo, já custou R$ 35 bilhões aos cofres públicos, segundo o comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior. Para colocar o submarino no mar, o que só deve acontecer em 2034, serão necessários outros R$ 17,5 bilhões. Bolsonaro mostrou entusiasmo com o projeto. “Estive aqui faz uns 15 anos como deputado federal. Sempre fui apaixonado por essa área. Isso aqui nos orgulha. Temos aqui tecnologia de ponta e alguns setores que nenhum país no mundo tem. Isso aqui é uma coisa fenomenal”, afirmou.

A visita do presidente marcou o início da montagem do reator embarcado do primeiro submarino nuclear brasileiro, no Centro Experimental Aramar, da Marinha. A cerimônia, no Laboratório de Geração Nucleoelétrica (Labgene), onde o protótipo em terra do submarino está sendo construído, repetiu uma tradição naval, com o “batimento da quilha” que marca o início da construção de um navio. Bolsonaro acionou um dispositivo no vaso de contenção do reator, no chamado “Bloco 40” do protótipo.

A construção do reator em terra é uma das etapas mais importantes do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) do governo brasileiro. Posteriormente, todo o sistema será replicado no primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear. Nas próximas etapas do programa, o reator, os turbo-geradores, o motor elétrico e outros sistemas similares aos de um submarino nuclear serão testados de forma controlada no Labgene. O objetivo é validar, de forma segura, a operação do reator e dos sistemas eletromecânicos, antes de sua instalação a bordo do submarino.

Ao final dos testes, um reator similar ao que começa a ser montado no Labgene será instalado no submarino Álvaro Alberto, no complexo naval de Itaguaí, no sul do Rio de Janeiro. Nessa base naval, a Marinha já constrói e testa os quatro submarinos com propulsão diesel elétrica também previstos no programa: o Riachuelo (S-40), o Humaitá (S-41), o Tonelero (S-42) e o Angostura (S-43). Com o programa nuclear, aliado ao Prosub, o Brasil se capacita para projetar, construir, operar e manter submarinos com propulsão nuclear, algo que só cinco países – Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China – fazem atualmente.

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A tecnologia nuclear para o Prosub está sendo desenvolvida por meio do Programa Nuclear da Marinha (PMN) nas instalações do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo. Desde sua criação, na década de 1980, o centro foi responsável por desenvolver sistemas e instalações visando ao domínio da tecnologia de propulsão nuclear, incluindo a construção de um reator de potência e o ciclo do combustível. O programa nuclear é executado pela Marinha desde 1979 e alcançou o domínio do ciclo do combustível em 1988, com a inauguração da primeira usina de enriquecimento de urânio por meio de ultracentrífugas.

Conforme a Marinha, desde o início, o programa gerou o chamado efeito de arrasto, ampliando a base tecnológica nacional, capacitando também setores civis. Bolsonaro é o sexto presidente a visitar Aramar desde a inauguração da unidade, em 1988, pelo então presidente José Sarney. Apenas os ex-presidentes Itamar Franco e Dilma Rousseff não conheceram a planta nuclear. O presidente chegou na companhia do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, do ministro da Defesa, Fernando da Defesa e Silva, e de Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação. Durante o evento, ele plantou uma muda de pau-brasil em um dos jardins do centro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo




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