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Ministério da Saúde volta atrás e afirma não ter intenção de comprar vacina chinesa

“Não há intenção de compra de vacinas chinesas”, afirmou o secretário-executivo da pasta

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Foto: Carolina Antunes/PR
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A vacina Coronavac tem gerado discussões públicas e polêmicas nas últimas horas. Na terça (20), o Ministério da Saúde havia anunciado que compraria 46 milhões de doses do medicamento em produção para combate à covid-19. No entanto, nesta quarta (21), o secretário-executivo Élcio Franco veio à público para anunciar que a pasta voltou atrás.

“Não há intenção de compra de vacinas chinesas”, afirmou Franco, na manhã desta terça (21). “Não houve qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo ou seu governador no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19”, completou.  A vacina vem sendo desenvolvida pela farmacêutica Sinovac Biotech e, no Brasil, tem parceria com o instituto Butantan. As doses seriam entregues até dezembro deste ano.

A declaração vem após Bolsonaro usar as redes sociais para dizer que não vai comprar as doses.

Pelo Twitter, nesta quarta-feira (21), Bolsonaro classificou a Coronavac como “a vacina chinesa de João Doria” e disse que qualquer vacina precisará ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O povo brasileiro não será cobaia de ninguém”, declarou.

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Bolsonaro disse também que “não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”. “Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, concluiu.

O novo posicionamento do Ministério da Saúde ressalta o embate do governo federal com o governador João Doria. Na semana passada, o Doria disse que todos os moradores do estado serão obrigados a tomar a vacina para conter a disseminação do novo coronavírus. O presidente rebateu por mais de uma vez, afirmando que não vai tornar obrigatória a vacinação.

Veja a fala do secretário-executivo na íntegra:

“Sobre a reunião de ontem, realizada no Ministério da Saúde, por meio de vídeo conferência com governadores, esclarece-se o seguinte:

Houve uma interpretação equivocada da fala do Ministro da Saúde. Em momento nenhum a vacina foi aprovada pela pasta, pois qualquer vacina depende de análise técnica e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Destaca-se que o governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, tem envidado esforços na direção de proteger a população por intermédio de várias ações, como:

  • a adesão na iniciativa Covax Facility, com a opção de compra de vacinas;
  • o contrato de encomenda tecnológica AztraZeneca/Oxford com insumos estrangeiros em um primeiro momento para o escalonamento de 100,4 milhões de doses e transferência tecnológica para produção própria de insumos. O que possibilitará que a Fiocruz produza mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.

Não houve qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo ou seu governador, no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19.

Tratou-se de um protocolo de intenção entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, sem caráter vinculante, grande parceiro do MS na produção de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Mais uma iniciativa para tentar proporcionar vacina segura e eficaz para a nossa população, neste caso com uma vacina brasileira, caso fiquem disponíveis antes das outras possibilidades. Não há intenção de compra de vacinas chinesas.

A premissa para aquisição de qualquer vacina prima pela segurança, eficácia (ambos conforme aprovação da Anvisa), produção em escala, e preço justo. Quando qualquer vacina estiver disponível, certificada pela Anvisa e adquirida pelo Ministério da Saúde, ela será oferecida aos brasileiros por meio do PNI e, no que depender desta Pasta, não será obrigatória.”




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