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Tecnologia & Inovação

ExpoJud USA reuniu especialistas para discutir o futuro digital da Justiça

Evento internacional na Flórida debateu cibersegurança, inteligência artificial generativa, blockchain e inclusão digital, além de destacar iniciativas brasileiras de inovação

Alexya Lemos

14/08/2026 14h00

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Foto: Divulgação

A transformação digital do sistema de Justiça foi o centro dos debates da 3ª edição do ExpoJud USA, realizado na Flórida, nos Estados Unidos. Promovido pelo J.Ex em parceria com a University of Central Florida (UCF), o congresso internacional reuniu representantes de instituições de Justiça para compartilhar experiências, ampliar redes de cooperação e conhecer iniciativas voltadas à modernização dos serviços públicos. A programação abordou o impacto das tecnologias emergentes na prestação jurisdicional e discutiu caminhos para tornar as instituições mais eficientes e preparadas para as mudanças provocadas pela digitalização.

Entre os principais temas esteve a cibersegurança, com discussões sobre estratégias para proteger dados sensíveis do Ecossistema de Justiça. O debate envolveu desde a adoção de firewalls sofisticados até a necessidade de ampliar a conscientização digital dos profissionais, considerando a importância de preservar a confidencialidade e a integridade dos processos legais. A formação de profissionais para esse novo cenário também esteve em pauta nas discussões sobre as escolas judiciais, com destaque para currículos que contemplem direito digital, análise de dados jurídicos e utilização prática de ferramentas tecnológicas.

A inteligência artificial generativa foi outro eixo central do congresso. As discussões abordaram possibilidades de utilização da tecnologia para automatizar tarefas rotineiras, apoiar a previsão de resultados judiciais e ampliar o acesso da população aos serviços de Justiça. O evento também apresentou soluções relacionadas a tecnologias disruptivas capazes de simplificar processos e contribuir para sistemas judiciais mais transparentes e acessíveis aos cidadãos.

Blockchain e Big Data completaram a agenda tecnológica, com debates sobre os impactos dessas ferramentas na gestão de informações e na condução de casos pelas instituições de Justiça. A discussão evidenciou a ampliação do papel dos dados e das tecnologias emergentes na administração pública, especialmente em um setor que lida diariamente com grandes volumes de informações e documentos sensíveis.

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Foto: Divulgação

Iniciativas brasileiras ganham destaque

A participação brasileira também esteve entre os destaques do ExpoJud USA, especialmente na premiação de melhores cases apresentados durante o evento. O Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) foi reconhecido pelo SOFia, sistema de orçamento e finanças baseado em inteligência artificial. A solução auxilia gestores na otimização da aplicação de recursos públicos e amplia a capacidade operacional das equipes.

O projeto também busca fortalecer a governança institucional e possibilita acompanhar, por meio de indicadores, os resultados alcançados a partir dos investimentos em transformação digital. A iniciativa exemplifica como recursos de inteligência artificial podem ser empregados não apenas na atividade jurisdicional, mas também em áreas administrativas estratégicas do setor público.

Outro case brasileiro apresentado foi o da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, com a MarIA. A assistente virtual baseada em inteligência artificial foi desenvolvida para reduzir o tempo necessário para a abertura de processos de pensão alimentícia. A ferramenta já contabiliza mais de 38 mil atendimentos relacionados a pedidos de pensão alimentícia, mostrando uma aplicação da tecnologia diretamente voltada à ampliação e à agilização do acesso aos serviços jurídicos.

Ao reunir experiências brasileiras e internacionais, o ExpoJud USA evidenciou a diversidade de aplicações das novas tecnologias no Ecossistema de Justiça. Os projetos apresentados demonstraram possibilidades que vão da gestão de recursos públicos ao atendimento direto da população, enquanto os debates reforçaram a necessidade de combinar inovação, segurança da informação, capacitação profissional e acessibilidade na construção do futuro digital das instituições.

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