Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
*Por Nathaly Ferreira
Profissionais de gestão dos veículos de comunicação defenderam no Festival Engenho de Comunicação, em Brasília (DF), a necessidade de colocar a humanidade no centro das atenções das redações jornalísticas, ainda que as ferramentas de inteligência artificial estejam em pleno uso.
A editora de inteligência artificial da Folha de S. Paulo, Dani Braga, defendeu, por exemplo, que o uso de IA deve colocar o humano em primeiro lugar. Ela.entende que as ferramentas de tecnologia devem estar a serviço de reduzir os erros humanos.
Na Folha, há cinco pessoas na editoria. A descrição de imagens é de feita pela IA, e também título e subtítulo. Uma novidade é que a folha vai implementar um gerador de contexto para futuras matérias sobre o mesmo tema.
As ferramentas também vao possibilitar gerador e roteiro pra vídeos. “Nenhum texto ir mais ao ar sem correção”. As tecnologias também possibilitam parceria com o hospital Sírio Libanês para disponibilizar chat box sobre câncer de mama e de próstata.
Ela garantiu que sempre há um humano no meio. A editora da Folha acrescentou que a tecnologia possibilita produção e aperfeiçoamento da qualidade da imagem.
Dentro da empresa, a editora disse que mantém conversas internas sobre o tema. “A redação está bombardeada sobre esse assunto. Temos uma redação iatizada”
No entanto, ela defendeu que há riscos e desafios com o avanço da IA. “Os humanos oferecem a complexidade e a empatia”, afirmou Dani Braga.
Diferenciais
O diretor de performance do Metrópoles, Luiz Prisco, diz que o veículo utiliza as ferramentas de forma intuitiva.
No entanto, ele defendeu que os jornalistas devem estar prontos para trazer diferenciais. “O jornalismo vai se manter vivo pela humanidade no centro do debate”.
*Supervisão de Luiz Claudio Ferreira