Menu
Saúde

Turista franco-argentino testa positivo para hantavírus, anuncia governo francês

Autoridades afirmam que paciente está sem sintomas e que medidas para reconstituir seu trajeto foram colocadas em prática

Redação Jornal de Brasília

06/08/2026 13h21

Foto: HANDOUT/Ministério da Saúde da Argentina/AFP

Foto: HANDOUT/Ministério da Saúde da Argentina/AFP

Um franco-argentino que visitava a França na segunda quinzena de julho testou positivo para o hantavírus de cepa Andes, antes de ser isolado “com sua família na Espanha”, anunciou o Ministério francês da Saúde nesta quinta-feira (6).

A infecção pela cepa Andes, a única transmissível entre humanos, foi confirmada pelo Centro Nacional de Referência dos Hantavírus (CNR, Instituto Pasteur) nesta quinta.

Este paciente, que manifestava poucos sintomas, hoje já “não apresenta nenhum”, informou o ministério, indicando que “todas as medidas” para “reconstituir as etapas” de seu trajeto foram colocadas em prática.

“Um grupo de especialistas, em coordenação com a Direção-Geral de Saúde e a Saúde Pública França”, reuniu-se na tarde de quinta-feira “a fim de determinar a conduta a seguir e as medidas de gestão que devem ser aplicadas em torno deste caso importado”, acrescentou o ministério, comunicando, ainda, que foi estabelecida uma “coordenação em escala europeia”.

As autoridades não mencionaram qualquer vínculo com o surto no navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina em abril, deixando três mortos e infectando pelo menos 13 pessoas.

Em 1º de abril deste ano, o cruzeiro saiu do porto argentino de Ushuaia com destino a Cabo Verde, e foi o foco de um surto de hantavírus que gerou alarme internacional.

Em 2 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto encerrado, depois que a última pessoa completou sua quarentena.

Os 13 casos identificados são apenas algumas das dezenas de milhares de infecções por hantavírus — um vírus pouco frequente, para o qual não existe vacina nem tratamento específico — registradas todos os anos.

A maioria destas infecções se deve a um contágio direto a partir de um animal, geralmente um roedor.

A preocupação se concentrava no risco de transmissão de uma pessoa para outra: a cepa envolvida, denominada Andes, é a única conhecida que permite este tipo de contágio.

Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado