A tontura não é uma doença em si, mas um sintoma que pode indicar várias condições clínicas, afetando pessoas de todas as faixas etárias. De acordo com o otorrinolaringologista Ronaldo Granjeiro, referência técnica distrital da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o problema não se limita a questões no labirinto, estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio. Alterações hormonais, uso de múltiplos medicamentos e quadros de ansiedade também podem desencadear o sintoma.
O diagnóstico é realizado por meio da análise das queixas do paciente, histórico clínico, presença de doenças pré-existentes, uso de medicamentos e hábitos de vida. Exames físicos e complementares auxiliam na identificação da causa, considerando que cada indivíduo apresenta características próprias da tontura.
O tratamento varia de acordo com a origem do problema e pode incluir medicamentos, exercícios de reabilitação vestibular e o controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. A prática de atividade física é recomendada para manter o equilíbrio corporal.
Fatores como baixa ingestão de água, consumo excessivo de estimulantes — como café, chocolate e certos chás — e ingestão elevada de bebidas alcoólicas podem agravar a tontura.
Entre idosos, o sintoma é mais frequente devido à presbivertigem, uma redução da função do sistema vestibular causada pela degeneração natural das estruturas do ouvido interno. Nessa população, a diminuição da força muscular e dos reflexos eleva o risco de quedas, destacando a importância de acompanhamento médico, musculação e hidratação adequada.
O Dia Nacional da Tontura, celebrado em 22 deste mês, é promovido pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). A campanha reforça a necessidade de avaliação médica para um diagnóstico correto. A edição de 2026 focará na relação entre tontura e alterações metabólicas, como diabetes, hipoglicemia, disfunções da tireoide, anemia e desequilíbrios eletrolíticos, que interferem no sistema vestibular.