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Saúde

SUS oferece teleatendimento psicológico gratuito a mulheres em violência

Serviço também atende mães atípicas e prevê até 100 mil consultas por mês, com acesso pelo Meu SUS Digital.

Redação Jornal de Brasília

25/08/2026 14h38

meu sus digital app

Foto: MS/Divulgação

Mulheres em situação de violência e mães atípicas de todo o país passam a ter teleatendimento psicológico gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, serão disponibilizadas até 100 mil consultas por mês.

Além das mulheres com 18 anos ou mais que vivenciam situações de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, a assistência por videochamada também abrange aquelas com sobrecarga de cuidado não remunerado, como de pessoas com deficiências, familiares neurodivergentes ou com doenças raras.

O objetivo do atendimento psicológico remoto é oferecer um espaço seguro e sem julgamentos para compreender a situação vivida pelas pacientes e construir estratégias de proteção, cuidado e bem-estar. O teleatendimento integra a ação Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

O serviço gratuito pode ser acessado pelo aplicativo Acolhe Mais, disponível na página inicial do Meu SUS Digital, ou pelo site, com login pela plataforma Gov.br. Não é necessário encaminhamento prévio por outra unidade pública de saúde nem apresentação de documento que comprove a situação de violência, vulnerabilidade ou a condição de cuidadora sem remuneração.

Primeiramente, a interessada deve fazer o cadastro, com preenchimento do formulário online e resposta às perguntas do acolhimento digital. Após o envio da solicitação, a equipe de profissionais fará a avaliação das informações e o retorno à paciente deverá ocorrer em até 24 horas.

Feito o agendamento, a usuária receberá a confirmação da consulta, orientações, lembretes e o link para a videochamada. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, no horário de Brasília, e aos sábados, das 8h às 14h.

As sessões têm duração mínima de 50 minutos. A jornada prevê acolhimento inicial e acompanhamento psicológico, com ciclos de até 10 sessões e possibilidade de renovação quando houver necessidade. A proposta é que a mesma psicóloga acompanhe a usuária ao longo do processo, favorecendo a construção de vínculo.

Se houver risco imediato de violência ou violência consumada, a vítima ou pessoa que tenha conhecimento da situação deve ligar para o telefone de emergência da Polícia Militar, no número 190, ou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no 192. A rede de proteção também conta com a Central de Atendimento à Mulher 180, que é gratuita e funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive nos feriados.

Com informações da Agência Brasil

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