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Saúde

SUS atende 2,5 milhões em tratamento para parar de fumar

Número de atendimentos relacionados ao tabagismo cresceu 95% em relação a 2022. Ministério da Saúde também alerta para avanço dos cigarros eletrônicos entre jovens

Redação Jornal de Brasília

30/05/2026 16h47

Foto: Reprodução

Mais brasileiros procuraram o Sistema Único de Saúde (SUS) para parar de fumar em 2025. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 2,5 milhões de pessoas buscaram, de forma voluntária, atendimentos relacionados ao tabagismo na Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O número representa alta de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos.

O crescimento ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública e ao reforço da oferta gratuita de acompanhamento nas UBS. Entre 2022 e 2025, as atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco passaram de 61,9 mil para 157,1 mil, enquanto o total de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo é “salvar vidas”. Ele afirmou que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos.

O Ministério da Saúde também atribui parte desse avanço ao reforço na Atenção Primária. Em dezembro de 2022, o país contava com 82,5 mil equipes e serviços com cofinanciamento federal. Atualmente, são 104,3 em todo o país. O governo informa que 21,8 mil novas equipes e serviços passaram a integrar a rede, com a criação de novas equipes de Saúde da Família, das Equipes Multiprofissionais (eMulti) e do Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (SESB).

Além do aumento da busca por tratamento, a pasta alerta para o avanço do consumo de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e de outros produtos com nicotina sintética, especialmente entre jovens. Segundo o texto, esses dispositivos têm aparência tecnológica, sabores variados e design atrativo, o que pode criar uma falsa percepção de menor risco.

O Ministério da Saúde afirma que, apesar de divulgados como alternativas ao cigarro convencional, esses produtos também são nocivos à saúde. O texto cita riscos como dependência, doenças respiratórias, queimaduras, convulsões, lesões pulmonares graves, além de sintomas como tosse, tontura, náusea e dores de cabeça. Também aponta efeitos imediatos no sistema cardiovascular, como aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da rigidez arterial.

Dados do Vigitel 2024 indicam crescimento do consumo desses produtos no país. A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos passou de 11,3% em 2019 para 13,1% em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, o uso atual chegou a 10,1%, o maior índice da série histórica para essa faixa etária.

O SUS oferece atendimento gratuito para quem deseja parar de fumar nas UBS. O acompanhamento pode ser individual ou em grupo e inclui metodologias baseadas na abordagem cognitivo-comportamental. O tratamento também pode ser associado ao uso de medicamentos distribuídos gratuitamente, como adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina, além de bupropiona.

Com informações da Agência Brasil

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