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Saúde

Sintomas intestinais persistentes exigem avaliação médica

Dor abdominal, diarreia contínua e presença de muco ou sangue nas fezes são sinais que precisam ser investigados.

Redação Jornal de Brasília

23/07/2026 17h53

enfermeiro sérgio (1)

Foto: Divulgação

O intestino vai muito além da digestão e pode influenciar o funcionamento do sistema imunológico, o metabolismo e até o equilíbrio emocional. Quando não funciona adequadamente, pode provocar sintomas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo.

Entre os problemas que podem afetar o órgão estão as doenças inflamatórias intestinais, que podem atingir o intestino grosso, chamadas colites, ou o intestino delgado, conhecidas como enterites. Segundo o endoscopista digestivo do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) Luciano Ambrosini, na prática clínica as colites costumam ser mais frequentes, e entre as causas mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

Alguns sinais merecem atenção, especialmente quando os sintomas se tornam persistentes. Dor abdominal que não melhora com medicações de uso comum, episódios frequentes de diarreia e alterações no funcionamento intestinal estão entre os principais alertas. Ambrosini orienta que a presença de muco ou sangue nas fezes também deve motivar avaliação médica.

O diagnóstico geralmente é feito por exames específicos, como a colonoscopia, que permite avaliar diretamente o interior do trato intestinal e identificar alterações. A investigação costuma ser conduzida por gastroenterologistas, clínicos gerais ou internistas.

Além do tratamento, hábitos saudáveis são apontados como aliados na prevenção e no controle das doenças inflamatórias intestinais. Alimentação rica em fibras, consumo diário de frutas, verduras e legumes, ingestão regular de água, prática de atividades físicas, redução de ultraprocessados e evitar tabagismo e excesso de bebidas alcoólicas ajudam a preservar a saúde intestinal.

Os impactos dessas doenças não se restringem ao sistema digestivo. A curto prazo, podem surgir cansaço excessivo, sonolência, falta de energia, inchaço corporal e dificuldade para controlar o peso. A longo prazo, o desequilíbrio intestinal pode favorecer o desenvolvimento de doenças autoimunes e outras condições crônicas.

O acesso aos serviços começa pelas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Depois dessa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg).

Ambrosini reforça que sintomas intestinais persistentes ou que interfiram na rotina não devem ser ignorados. Para ele, cuidar do intestino é investir na saúde de todo o organismo.

Com informações da Agência Brasília

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