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Saúde

Rio lidera casos de exercício ilegal da medicina no país

Levantamento do CFM aponta 937 ocorrências no estado entre 2012 e 2023. SBCP-RJ alerta para riscos de procedimentos estéticos invasivos feitos por pessoas sem habilitação.

Redação Jornal de Brasília

06/08/2026 15h51

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Rio de Janeiro registrou 937 ocorrências policiais relacionadas ao exercício ilegal da medicina entre 2012 e 2023, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). O estado concentra quase um terço dos casos registrados no país, segundo informações da polícia civil fluminense.

O cenário foi apresentado pela regional no Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. A entidade alertou para os riscos de procedimentos estéticos invasivos realizados por pessoas sem habilitação técnica ou autorização legal.

Segundo a SBCP-RJ, procedimentos invasivos, estéticos ou não, exigem avaliação clínica, indicação adequada, conhecimento anatômico, domínio técnico, planejamento anestésico e capacidade para reconhecer e tratar complicações. Em nota, a regional afirmou que, quando esses procedimentos são feitos por pessoas sem formação médica e sem habilitação profissional, aumentam significativamente os riscos de infecções, deformidades permanentes, perda funcional e morte.

A entidade também destacou que tais intervenções só podem ocorrer em espaços preparados para reduzir a possibilidade de infecções, oferecer condições adequadas de cuidado e garantir acesso a instrumentos de suporte à vida em caso de intercorrências. A SBCP-RJ reforçou que consultórios e clínicas de estética não reúnem essas características.

A regional pediu apoio da população para denunciar irregularidades às autoridades competentes e orientou que pacientes verifiquem, nos conselhos de medicina e na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, se os profissionais são de fato médicos e têm formação adequada para a realização desses procedimentos. Aos médicos, a recomendação é comunicar ao CFM, por meio da Plataforma Medicina Segura, os casos em que forem acionados para atender vítimas de procedimentos inadequados.

Com informações da Agência Brasil

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