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Saúde

Período de doenças respiratórias exige atenção redobrada com crianças e idosos no DF

Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrio

Redação Jornal de Brasília

16/04/2026 9h52

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Hábitos cotidianos são fundamentais para reduzir a transmissão, como a higienização frequente das mãos e lavagem nasal. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

O mês de março marcou o início de um período que tira o sossego e preocupa muitos pais e responsáveis: a sazonalidade das infecções respiratórias virais. Isto quer dizer que tosses, corizas, dores de garganta, catarro, febre e diversos outros sintomas começam a aparecer com mais frequência nos lares, exigindo atenção redobrada com a prevenção e o cuidado.

É importante destacar que esse período não está associado a uma única doença, mas ao aumento das chamadas síndromes gripais (SG). Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrio.

Nos casos mais graves, pode haver a evolução para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que ocorre quando o paciente hospitalizado com SG apresenta agravamento, como dispneia (dificuldade de respirar), taquipneia (respiração rápida) e baixa saturação de oxigênio.

A médica e referência técnica de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), Camila Damasceno, detalha os principais sintomas que a pessoa deve ficar atenta para procurar um serviço de emergência. “Se tiver alguma dificuldade para respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado. Se a pessoa estiver muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”, exemplifica.

Além disso, a especialista ressalta sobre o cuidado com as altas temperaturas do corpo. “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação”, detalha. Sintomas como convulsões ou confusão mental também são sinais de alerta.

“Em caso de sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o tratamento”, reforça. “Na presença de sinais de gravidade, a pessoa deve procurar o serviço de emergência, como uma UPA ou pronto socorro, principalmente nos períodos em que a UBS estiver fechada”, completa.

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Crianças menores de cinco anos e idosos são mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

Aumento

O alerta se intensifica diante de dados recentes. Nos últimos anos, foram notificados mais de 21 mil casos de SRAG em residentes do DF [https://www.saude.df.gov.br/documents/d/saude/plano-de-enfrentamento-da-sazonalidade-das-infeccoes-respiratorias-virais-na-pediatria-pdf]. De 2024 para 2025, houve um aumento de 25%, após um período de queda, sinalizando uma retomada da circulação viral – foram 6,5 mil casos, em 2024, e 8 mil casos, em 2025.

O crescimento dos casos entre março e julho se dá, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Alguns vírus apresentam melhor sobrevivência em temperaturas mais baixas. Mudanças de temperatura e a menor exposição ao sol também podem afetar o sistema imunológico.

As faixas etárias mais suscetíveis à evolução para formas graves de infecções respiratórias agudas incluem crianças menores de cinco anos e idosos, devido à imaturidade ou declínio da resposta imunológica.

Prevenção e cuidados

A vacinação segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes.

Além da vacinação, hábitos cotidianos são fundamentais para reduzir a transmissão, como a higienização frequente das mãos e etiqueta respiratória; a ventilação natural dos ambientes; o isolamento em casos suspeitos; a limpeza ambiental frequente e evitar aglomerações em locais fechados.

Na rede pública do Distrito Federal, são oferecidas gratuitamente as seguintes vacinas:

vacinas

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