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Saúde

Padilha destaca inovação e soberania em saúde na abertura do Fifarma Summit 2026

O ministro enfatizou o papel do SUS em atender milhões e a importância de parcerias para reduzir desigualdades no acesso a tratamentos.

Redação Jornal de Brasília

05/05/2026 22h59

ministro padilha concede entrevista no brics (rj).

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, abriu nesta terça-feira (5) o Fifarma Annual Summit 2026, em Brasília (DF). O evento reúne especialistas internacionais para discutir desafios e oportunidades no desenvolvimento de tecnologias em saúde, com ênfase no acesso a tratamentos e na sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Durante sua participação, Padilha posicionou o Brasil como uma potência no fortalecimento de inovações que integram políticas públicas, produção e ciência, como estratégia para a soberania nacional. Ele ressaltou o Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece cuidado especializado e oportuno de forma universal a mais de 200 milhões de pessoas, abrangendo desde a atenção básica até procedimentos de alta complexidade, como transplantes.

“Esse é um encontro fundamental para a apresentação de novas ideias que podem integrar a saúde em todo o mundo, principalmente na América Latina. A parceria com o setor produtivo é essencial para gerar desenvolvimento e ampliar o acesso aos cidadãos, buscando reduzir a desigualdade. Com uma cooperação internacional estruturada, podemos construir algo diferente para o mundo, combinando a inovação com o cuidado para todos”, declarou o ministro.

Padilha também destacou avanços recentes, como a regulamentação da Lei de Pesquisa Clínica, que visa aumentar a participação do país em estudos globais com maior segurança jurídica, além de impulsionar investimentos em inovação e o desenvolvimento do setor farmacêutico. Nesse contexto, o governo trabalha para fortalecer a indústria local e agências reguladoras, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tem adotado medidas para agilizar registros e ampliar o acesso a novos tratamentos.

Como parte da estratégia para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), foram anunciadas em 2025 31 novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), que preveem transferência de tecnologia para a produção nacional de medicamentos, vacinas e outras tecnologias em saúde, direcionadas a tratamentos de câncer, doenças raras e esclerose múltipla, entre outras. Atualmente, há 162 PDPs vigentes, com R$ 36,8 bilhões em investimentos, envolvendo instituições públicas e privadas.

Em abril deste ano, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin), que estabelece diretrizes para integrar instituições científicas, órgãos reguladores e o setor produtivo, transformando conhecimento em soluções práticas para o SUS. Na ocasião, foi anunciado um investimento de R$ 120 milhões para fortalecer a pesquisa clínica, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Entre 2023 e 2025, os investimentos em pesquisa clínica totalizaram mais de R$ 1,4 bilhão, quase o triplo do valor aplicado no período anterior.

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