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Pacientes com lesão medular são motivados a praticar esportes

A diretoria da unidade promoveu a visita para motivar seus pacientes, sobretudo aqueles que gostam de esportes

Além do parabadminton, Rômulo Soares anda se especializando em tiro com arco. Foto: Tony Winston – Agência Saúde DF

O intuito dos tratamentos com pacientes com lesão medular é um só: superar barreiras. Essa também foi a mensagem deixada, ao fim da visita de representante da Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), a pacientes do Hospital de Apoio.

A diretoria da unidade promoveu a visita para motivar seus pacientes, sobretudo aqueles que gostam de esportes. O encarregado pela conversa foi o presidente da entidade e atleta paralímpico, Rômulo Junio Soares, que bateu um papo com os pacientes do HAB, na semana passada.

A fisioterapeuta Mariana Sayago explica que a unidade trabalha na reabilitação dos pacientes com lesões medulares. “Sempre tentamos inseri-los dentro de um contexto social e esportivo quando eles finalizam a primeira parte de reabilitação. A ideia é fazer com que todos entendam que eles são capazes de fazer qualquer coisa”, destaca Mariana. “Trouxemos a Cetefe aqui porque eles são referência em esporte adaptado. Essa interação mostra possibilidades a esses jovens do que eles podem fazer quando tiverem alta”, completa.

O presidente Rômulo Junio Soares é bicampeão panamericano de parabadminton e atual vice-campeão do Parapan-Americano de 2019. O esporte consiste em golpear uma peteca, com auxílio de raquete, na quadra do adversário. Desde 2008, disputa diversos torneios pelo Brasil afora, tendo visitado países como Alemanha, Guatemala, Cuba e Peru.

Rômulo levou ao Hospital de Apoio suas medalhas, raquetes e incentivou os pacientes a praticarem esportes. “Atividade física é vida e de alguma forma, faz bem a todos. Sugiro que procurem uma instituição de esporte adaptado e encontrem uma possibilidade de, ao menos, fazer um exercício diário. Isso vai fazer bem e, quem achar legal, certamente buscará se tornar um atleta de alto rendimento. O segredo é não desistir, não baixar a cabeça nunca”, recomendou.

Um dos pacientes que estiveram no bate-papo foi o pintor artístico Leandro Campello, 36 anos. Ele, que frequenta o Hospital de Apoio há cerca de dois meses, fazia musculação antes de sofrer um acidente de carro em março deste ano. Conforme o tratamento for evoluindo, Leandro quer voltar a praticar esportes. “Participar dessa palestra me abriu horizontes. Se um dia eu não conseguir voltar a pintar, o esporte, que eu já gosto, pode me proporcionar coisas boas”, projetou.


Leandro Campello, 36 anos, frequenta o Hospital de Apoio há cerca de dois meses e pensa em voltar a praticar esportes. Foto: Tony Winston – Agência Saúde DF

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Quem também assistiu à apresentação do presidente da Cetefe foi o empresário Phelipe Mendonça, 30 anos. Phelipe, que também é paciente do HAB, nunca praticou esportes, mas sempre gostou de assistir. Ele frequenta a unidade hospitalar desde fevereiro, após ter sofrido um acidente no último Réveillon. “Os médicos aqui do hospital dizem que eu tenho um perfil de esportista. Talvez agora eu me descubra novamente. Acredito que nada é por acaso”, pontuou.

Assistência gratuita

Fundada em 1990 em Brasília, a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe) promove assistência gratuita a pessoas com deficiência de todas as idades. A Cetefe tem parceria com a Secretaria de Saúde por meio do Hospital de Apoio, que, quando recebe pacientes com aptidão para desenvolver atividades esportivas, encaminha-os diretamente à associação.

A Associação também atende quem não é paciente do HAB. Neste caso, basta preencher o formulário da associação solicitando avaliação funcional.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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