O programa OperaDF, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), ampliou o volume de cirurgias na rede pública e ajudou a reduzir o tempo de espera de pacientes no DF. Entre setembro de 2025 e março de 2026, foram registradas mais de 35 mil cirurgias, crescimento de 49% em relação ao mesmo período anterior, quando o total ficou em cerca de 23,4 mil procedimentos.
No comparativo, as cirurgias ambulatoriais passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%, enquanto as cirurgias com internação cresceram de 11.866 para 17.264, aumento de 45%. O avanço representa cerca de 11,6 mil cirurgias a mais na capital.
Os resultados do programa aparecem na rotina de pacientes como a diarista Wilma Fabiano Leite, 36 anos, moradora do Itapoã, que procurou atendimento após cerca de um ano com dores e dormência na mão. Ela recebeu diagnóstico de síndrome do túnel do carpo, passou por consultas e exames e foi encaminhada para cirurgia. Wilma afirmou que o procedimento ocorreu com rapidez e destacou o atendimento da equipe de saúde.
Outro caso citado é o do microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, 30, morador de Arapoanga. Depois de fraturar o escafoide durante uma partida de futebol, ele buscou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá e realizou a cirurgia neste mês. Leonardo disse que o acesso pelo sistema público foi fundamental.
Segundo a SES-DF, o OperaDF atua em duas frentes: a contratação de hospitais privados para procedimentos de pequena e média complexidade e o reforço da capacidade dos hospitais públicos, com contratação de anestesiologistas e ampliação das agendas cirúrgicas. Os pacientes são acompanhados pela rede pública e encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal.
A estratégia inclui consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico, exames, fornecimento de insumos e internação quando necessária. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, afirmou que a contratação de anestesiologistas foi feita para recompor o quadro dos centros cirúrgicos e disse que o programa também busca qualificar servidores para tornar o centro cirúrgico mais eficaz.
Lacerda destacou ainda que, em 2025, o DF alcançou o maior volume de cirurgias da série histórica da rede pública, com mais de 53 mil procedimentos. Ele pediu que os pacientes mantenham os telefones atualizados, fiquem atentos às notificações e confirmem presença, para evitar faltas em cirurgias agendadas.
O programa também incorporou novas especialidades, como a oftalmologia. Até 1º deste mês, o OperaDF contabilizava aproximadamente 10,3 mil cirurgias autorizadas na rede contratada e cerca de 3,8 mil concluídas. Entre os procedimentos contratados, a cirurgia de varizes bilateral lidera os atendimentos concluídos, com 1.290 operações, enquanto a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações na oftalmologia, com 5.415 procedimentos, dos quais 643 já foram concluídos.
O balanço do programa compara os períodos de setembro de 2024 a março de 2025 e setembro de 2025 a março de 2026. No caso das cirurgias contratadas, o levantamento considera a produção registrada até 1º de junho deste ano.