Moradoras da Cidade Estrutural tiveram acesso, neste sábado (13), a uma ação integrada de saúde promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, que segue ao longo deste final de semana, reuniu serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no estacionamento da UBS 1 da região, com foco no planejamento reprodutivo e nos cuidados preventivos.
O principal destaque foi a disponibilização do Implanon, método contraceptivo de longa duração voltado a mulheres de 14 a 49 anos. Durante o evento, a governadora Celina Leão afirmou que a oferta do dispositivo facilita o planejamento familiar, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social, e disse que o ministro da Saúde anunciou a doação de mais 12 mil unidades ao DF.
O secretário da Saúde, Juracy Lacerda, destacou que a ação faz parte dos esforços do GDF para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde e fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde nas regiões administrativas. Segundo ele, a iniciativa representa dignidade, autonomia e fortalecimento para muitas mulheres. Ele também afirmou que a Estrutural tem o maior índice de gravidez na adolescência e um público muito jovem.
Entre as beneficiadas estava a designer de sobrancelhas Geovanna Marinho, que buscava um método contraceptivo de longa duração para seguir com o planejamento familiar. Ela relatou que o custo do Implanon na rede privada seria um obstáculo e comemorou a oportunidade de fazer o procedimento pelo SUS. A operadora de caixa Kaethlen Mayara Rodrigues também aproveitou os serviços oferecidos no local. Além do Implanon, ela fez testes, tomou vacina e passou pelo dentista.
A rede pública de saúde do DF começou a utilizar o novo método contraceptivo no início deste ano. Segundo o texto, foram quase 15,5 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF, e, de janeiro a maio de 2026, foram inseridos 6,6 mil implantes subdérmicos.
Assim como o DIU, o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o dispositivo protege por pelo menos três anos e que a incorporação ao SUS garante planejamento familiar e prevenção da gravidez nesse período.
Além da oferta do método contraceptivo, a população teve acesso a atendimentos e orientações em saúde. As UBSs oferecem, de forma regular, preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. O texto também destaca que apenas os preservativos protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
*Com informações da Agência Brasília