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Saúde

Ministério da Saúde alerta para riscos da automedicação no Dia do Uso Racional

O hábito de tomar remédios por conta própria pode levar a reações adversas e complicações graves, reforçando a importância da orientação profissional nesta terça-feira (5).

Redação Jornal de Brasília

05/05/2026 11h05

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Saúde emitiu um alerta contra a automedicação no Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado nesta terça-feira (5 de maio). O uso inadequado de remédios pode resultar em reações adversas, interações perigosas entre medicamentos, agravamento de doenças, internações e até mortes, transformando tratamentos em ameaças à saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso racional envolve fornecer o medicamento correto, na dose certa, pelo tempo adequado e com acompanhamento profissional. Fora desses padrões, os riscos de complicações aumentam significativamente.

A data foi instituída a partir de uma campanha nacional organizada pelo movimento estudantil de Farmácia em 1999, visando conscientizar a população sobre os perigos do uso indiscriminado de remédios. A iniciativa ganhou apoio legal em níveis municipal, estadual e federal ao longo dos anos.

Para promover a conscientização, o Ministério da Saúde mantém o Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos, que reúne instituições como a Anvisa, Fiocruz, conselhos profissionais e entidades do setor. O grupo formula estratégias e campanhas educativas para reduzir riscos e incentivar o uso seguro de medicamentos no país.

O comitê enfatiza que medicamentos não são produtos comuns e alerta para os perigos de aquisição em locais sem procedência, como sites ou estabelecimentos não autorizados, que podem oferecer itens falsificados, com doses incorretas ou substâncias desconhecidas.

Entre as recomendações para evitar problemas estão: não usar medicamentos sem orientação profissional; evitar o uso de remédios vencidos; não tomar prescrições de outras pessoas; adquirir apenas em farmácias autorizadas; solicitar nota fiscal; manter embalagens e comprovantes; evitar compras de produtos com embalagens danificadas; armazenar conforme instruções do fabricante; e procurar um médico se o medicamento perder o efeito.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

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