O Método Canguru é uma linha de cuidado voltada ao acolhimento do recém-nascido e de sua família, especialmente em casos de prematuridade e baixo peso. A técnica se baseia no contato pele a pele entre o bebê e seus cuidadores, no respeito às individualidades, no envolvimento da mãe e do pai e no apoio à amamentação.
Segundo a enfermeira Juliana Dantas, da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), a prática é uma forma segura de colocar o recém-nascido em contato com a pele de seus responsáveis. Entre os benefícios, ela reduz o tempo de separação entre a criança e a família, fortalece a confiança dos pais, oferece estímulos sensoriais positivos e contribui para o desenvolvimento do bebê.
O contato pele a pele também ajuda no controle da temperatura, na estabilidade da frequência cardíaca e respiratória e de outros sinais vitais, além de auxiliar na diminuição do estresse e da dor e na melhora do ganho de peso. A enfermeira Ludmylla de Oliveira, da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hmib, afirma que a posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que o bebê teria dentro do útero, com estímulos como o calor, a voz e o cheiro dos pais.
De acordo com Juliana Dantas, a posição pode ser feita fora do ambiente hospitalar e não tem contraindicação para o contato pele a pele. A orientação é que seja mantida pelo máximo de tempo possível, de forma confortável para o bebê e para o cuidador.
Para realizar a prática, o responsável deve usar um top ou tecido macio, de preferência de algodão, que ofereça sustentação e segurança. O bebê deve ser colocado em posição vertical, apenas de fralda, com a barriga em contato com o tórax da mãe, do pai ou de outro cuidador. Os braços ficam flexionados próximos à boca, a cabeça deve ser lateralizada e as pernas devem permanecer em posição de “M”, com os joelhos um pouco acima das nádegas.