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Saúde

InovaSUS Digital seleciona 75 instituições públicas para modernizar SUS

Edital do Ministério da Saúde e MEC habilita propostas inovadoras para transformação digital na saúde pública.

Redação Jornal de Brasília

22/04/2026 20h26

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Foto: Reprodução/MS

O Laboratório InovaSUS Digital anunciou, em resultado preliminar, a seleção de 75 instituições públicas de ensino para integrar a iniciativa que fortalece a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS). O edital nº 1/2026, conduzido pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), está alinhado aos programas SUS Digital e Agora Tem Especialistas, com foco na ampliação do acesso a serviços especializados e na modernização dos sistemas de informação do SUS.

O processo recebeu 657 propostas de diversas organizações, das quais 383 foram habilitadas. Entre os habilitados, destacam-se 16 institutos federais e 59 instituições públicas de ensino superior, além de instituições privadas, empresas e startups. As propostas aprovadas integrarão o ambiente colaborativo do Laboratório InovaSUS Digital, promovendo a cooperação entre governo, instituições de ensino, centros de pesquisa e setor produtivo para o desenvolvimento de tecnologias aplicadas à saúde.

Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a participação das instituições públicas contribui com expertise para aprimorar a eficiência e a qualidade do atendimento no SUS. “Com a expertise de nossas instituições públicas de educação superior e da Rede Federal de Educação Profissional, poderemos colaborar com a transformação digital do SUS para melhorar a eficiência e a qualidade do atendimento aos cidadãos”, afirmou.

As soluções visam eixos estratégicos como interoperabilidade e padrões de dados, telessaúde e serviços digitais ao paciente, dispositivos médicos e internet das coisas, gestão da informação em saúde, medicina de precisão e aplicação de inteligência artificial. A avaliação considerou critérios como relevância institucional, urgência do problema, potencial de escalabilidade, viabilidade técnica e grau de inovação, com pontuação mínima de 60 pontos para habilitação.

As instituições também precisaram demonstrar capacidade técnica em saúde digital, atender requisitos jurídicos e fiscais, e comprometer-se com princípios éticos, governança, segurança da informação e proteção de dados, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Com o resultado preliminar disponível no site do MS, inicia-se a próxima fase, que envolve o aprofundamento das propostas para transformá-las em soluções de impacto na organização e oferta de serviços do SUS. Essas iniciativas poderão subsidiar parcerias estratégicas e processos de compras públicas de inovação, sujeitos a avaliação técnica, jurídica e de conveniência do governo federal.

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