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Saúde

Influenza K no DF reforça urgência da vacinação contra gripe

A confirmação da variante do vírus em uma adolescente de 17 anos que faleceu destaca a importância da imunização para prevenir hospitalizações graves.

Redação Jornal de Brasília

23/04/2026 10h54

23.4. foto sandro araújo agência saúde df

Rede de unidades básicas de saúde — algumas funcionam no período noturno e também aos sábados — é a principal porta de entrada para atendimento a pacientes com sintomas gripais | Foto: Sandro Araújo | Agência Saúde-DF

A presença do vírus Influenza A (H3N2) subclado K foi confirmada no Distrito Federal, sem alterar o padrão dos casos de gripe até o momento. No entanto, a morte de uma adolescente de 17 anos por essa variante reforça a necessidade de vacinação para evitar casos graves e internações.

A campanha de vacinação contra a influenza, iniciada em 25 de março, já aplicou mais de 100 mil doses na rede pública, com meta de imunizar 1,1 milhão de pessoas. A vacina, gratuita e disponível em unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF), protege contra três variantes do vírus e é destinada a grupos prioritários, como crianças de 6 meses a 5 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades, indígenas, quilombolas, população privada de liberdade e profissionais como professores e policiais.

Além da influenza, outras vacinas estão disponíveis para públicos vulneráveis. Mulheres a partir de 28 semanas de gestação devem se vacinar contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em recém-nascidos. O anticorpo nirsevimabe é oferecido a bebês prematuros de até seis meses e crianças menores de 24 meses com comorbidades. Para a covid-19, a vacinação abrange idosos a partir de 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos.

Entre janeiro e 14 de abril deste ano, o DF registrou 1.627 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 67 causados por influenza, 199 por VSR, 303 por metapneumovírus, 537 por rinovírus e 33 por covid-19. Há registros de 175 codetecções de vírus distintos.

O aumento de casos é mais comum de março a julho, devido ao clima frio e seco, que resseca as vias respiratórias e facilita a transmissão em ambientes fechados com pouca ventilação.

Para sintomas leves de influenza, a SES-DF recomenda atendimento nas 183 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sendo 66 abertas aos sábados pela manhã e nove até 22h em dias úteis. Casos graves devem ser procurados nas 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou hospitais da rede, seguindo protocolo de cores para priorização.

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