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Saúde

Inca e Fiocruz preparam diretrizes para pesquisas sobre vapes

Seminário no Rio identificou lacunas em estudos nacionais sobre dispositivos eletrônicos para fumar.

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 17h32

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras instituições de pesquisa estão elaborando uma carta conjunta com recomendações e orientações para estudos sobre dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como cigarros eletrônicos e vapes.

O documento será assinado pelo diretor-geral do Inca, Roberto Gil, pela vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, e por representantes de universidades e instituições de pesquisa de todo o país.

As diretrizes foram debatidas nos dias 14 e 15 de abril de 2026, durante o seminário ‘Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil’, realizado no Rio de Janeiro.

Os pesquisadores basearam-se em um levantamento realizado entre 2019 e março de 2025, que identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional. As pesquisas analisadas abrangem danos à saúde humana, dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas.

Roberto Gil, diretor-geral do Inca, afirmou que o seminário representou um esforço coletivo para identificar lacunas e prioridades de pesquisa. “Queremos fortalecer a base científica que orienta as políticas públicas e ampliar a capacidade de resposta do País a esse desafio, que representa uma ameaça à saúde da população brasileira, sobretudo das novas gerações”, destacou.

Ana Paula Natividade, pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), disse que o encontro buscou organizar o conhecimento existente e apontar caminhos para novas investigações. “O avanço acelerado desses produtos e das estratégias da indústria do tabaco exige respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas”, enfatizou.

Com informações da Agência Brasil

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