Fevereiro Laranja é o mês da campanha de conscientização para o tratamento e diagnóstico precoce da leucemia, uma doença maligna dos glóbulos brancos classificadas em agudas ou crônicas. No Centro-Oeste, a média de pessoas com a doença é de 320 homens e 280 mulheres.
A hematologista da Oncoclínicas Brasília, Éria Fernandes Vilar de Almeida, explica que a leucemia aguda se caracteriza por uma proliferação de células jovens doentes, incapazes de se diferenciar em células maduras. “Elas se acumulam na medula óssea, circulação sanguínea e outros tecidos e promovem uma redução na produção de células sanguíneas normais”, explica a especialista.
Na leucemia crônica, esclarece a médica, acontece uma produção descontrolada de células maduras. “Apesar de já diferenciadas, não apresentam sua funcionalidade adequada”, ressalta a médica.
A cor laranja foi escolhida como símbolo da importância em se tornar um doador de medula óssea. É neste tecido líquido que se localizam as células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela geração de todo o sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). Essas são as células substituídas no transplante de medula.
Conhecida popularmente por ‘tutano’, por ocupar o interior dos ossos, a medula óssea é utilizada para combater algumas doenças que afetam as células do sangue, como as leucemias e os linfomas. Nas estatísticas brasileiras, é necessário 100 mil doadores para conseguir uma medula óssea compatível.
O diagnóstico precoce das leucemias pode ser feito quando o paciente apresenta manifestações da produção reduzida de células sanguíneas normais. “São alguns sintomas o cansaço, palidez, febre, infecções, sangramentos sem razão aparente e o aumento de gânglios, baço e fígado”, explica a hematologista.
O diagnóstico pode também ser realizado quando identificadas alterações típicas no hemograma. É confirmado pela coleta, por técnica específica, de uma amostra de sangue de medula óssea ou, em casos que as células doentes estão presentes na circulação, pode ser feito também pela contagem/análise direta delas no sangue periférico.
O Brasil tem o terceiro maior banco de doadores de medula óssea voluntária do mundo. “Graças a muito trabalho do Ministério da Saúde através do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea – REDOME, foi possível aumentar consideravelmente o número desses doadores nos últimos anos”, avalia a médica.
Mesmo com os resultados já satisfatórios, a especialista alerta que as campanhas de doação são fundamentais, e devem ser continuadas. “As campanhas de doação de medula óssea têm papel importante de conscientização e de manutenção do próprio banco de doadores (REDOME)”, encerra a hematologista da Oncoclínicas Brasília.