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Saúde

Falta de ar e cansaço indicam hipertensão pulmonar rara e grave

Paciente com esclerose sistêmica relata crise respiratória que levou ao diagnóstico da doença, destacando a necessidade de atenção aos sintomas iniciais no Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar.

Redação Jornal de Brasília

05/05/2026 9h08

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Depois de passar por uma crise respiratória, Juliana Vieira Mendes foi diagnosticada com hipertensão pulmonar | Fotos: Divulgação/IgesDF

Juliana Vieira Mendes relembra uma crise de falta de ar intensa, como se estivesse se afogando, que a levou ao diagnóstico de hipertensão pulmonar. A paciente, que possui esclerose sistêmica, uma doença autoimune crônica que endurece a pele e pode afetar órgãos internos, notou sintomas como cansaço, tonturas e inchaço nas pernas por seis meses, mas os ignorou, atribuindo-os a estresse ou sedentarismo.

Diagnosticada em uma instituição particular, Juliana foi orientada a buscar tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência no atendimento da condição. “Fiquei muito feliz de conseguir vir para o Base, porque os médicos e especialistas da rede pública são excelentes”, relata a paciente, que encontrou esperança no serviço de alta qualidade.

Neste 5 de maio, Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce. A doença, caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias dos pulmões, pode surgir de diversas causas, como problemas cardíacos, respiratórios, autoimunes ou coágulos antigos, e é classificada em cinco grupos para definir o tratamento adequado.

O pneumologista Ygor Mourão, do HBDF, enfatiza que a identificação correta do tipo de hipertensão pulmonar exige avaliação detalhada em centros especializados. Sintomas como falta de ar sem causa aparente, cansaço progressivo, tontura e inchaço nas pernas são sinais de alerta. A orientação é procurar unidades básicas de saúde (UBS) para avaliação inicial, com possível encaminhamento para hospitais de referência.

A hipertensão pulmonar afeta entre dois e cinco adultos por milhão anualmente em todo o mundo e não possui formas específicas de prevenção, podendo atingir pessoas de qualquer idade. O desconhecimento atrasa o diagnóstico, mas o acompanhamento contínuo em serviços de alta complexidade melhora a qualidade de vida, especialmente em casos associados a outras condições como doenças autoimunes.

Quanto mais se discute o tema, maiores as chances de detecção precoce e evitar estágios avançados, afirma o médico.

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