A dose de reforço da vacina contra a Covid-19 pode aumentar a proteção contra o vírus em mais de cem vezes. A informação foi fornecida por uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de Oxford. O estudo foi publicado na The Lancet, uma renomada revista científica inglesa, em janeiro deste ano.
O estudo mostrou que a combinação heteróloga, ou seja, de vacinas Covid-19 diferentes, é a estratégia mais eficaz para a dose de reforço, especialmente nos indivíduos que tomaram a Coronavac.
A Pfizer não fica para trás, segundo os dados, 28 dias após a dose de reforço, a vacina aumenta a produção de anticorpos que são capazes de bloquear a entrada do vírus nas células.
As vacinas da Astrazeneca e da Janssen também tiveram resultados positivos ao serem aplicadas como reforço.
Um outro estudo mostrou que os pacientes que receberam a dose única da Janssen e tomaram o mesmo imunizante como dose de reforço tiveram aumento de até 94% de proteção contra a Covid-19, quando aplicado com no mínimo dois meses de intervalo. Com apenas uma dose, esse índice é de 75%.
Esses resultados embasaram o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), que também recomendou o reforço.
Baixa adesão
Até o momento, apenas 37,81% do público acima de 18 anos tomou a dose de reforço contra a Covid-19. De acordo com um levantamento realizado pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 (Secovid).
A população adulta é a única listada no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO) como público-alvo desta etapa da campanha.
Com o avanço na vacinação, o Brasil por um momento mais ameno da pandemia, com queda de 51,99% na média móvel de casos e 43,38% na média móvel de óbitos, em comparação com os últimos 14 dias.
Atualmente, 91,12% da população acima de 12 anos tomou a primeira dose da vacina, 84,46% desse mesmo público completou o esquema vacinal e apenas 36,48% do público maior de 18 anos tomou a dose de reforço – público-alvo desta etapa da campanha, o que corresponde a 60,5 milhões de brasileiros.