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Saúde

Diagnóstico precoce é destacado no combate à esclerose múltipla

Especialistas alertam que identificar a doença cedo e iniciar o tratamento rapidamente ajuda a reduzir sequelas e retardar a progressão

Redação Jornal de Brasília

31/05/2026 10h37

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Foto: Divulgação

Especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do início rápido do tratamento da esclerose múltipla, doença autoimune que pode causar incapacidade neurológica em jovens adultos. O alerta foi reforçado neste 30 de maio, Dia Mundial de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla.

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade de referência no tratamento da doença no Centro-Oeste, pacientes são acompanhados desde a inauguração do hospital, há 66 anos. Em 2025, aproximadamente 1.200 atendimentos relacionados à condição foram realizados na unidade.

Segundo o neurologista do HBDF Ronaldo Maciel, o intervalo entre os primeiros sintomas e a confirmação do diagnóstico pode levar de cinco a sete anos, o que favorece o avanço da condição. Ele afirma que a esclerose múltipla é a principal causa de incapacidade neurológica por causas não externas em jovens adultos no mundo.

A dificuldade de identificação, explica o especialista, está na variedade de sintomas e no fato de que alguns sinais podem desaparecer após um período, levando pacientes a acreditar em melhora espontânea. A doença costuma surgir entre os 20 e os 40 anos e pode apresentar sinais semelhantes aos de um acidente vascular cerebral (AVC).

Embora não tenha cura, a esclerose múltipla possui tratamentos capazes de controlar sintomas, reduzir surtos e retardar a progressão. No HBDF, os pacientes contam com acompanhamento multiprofissional, com suporte de fisioterapeutas, oftalmologistas, psicólogos e outras especialidades.

A paciente Marilene de Oliveira relatou ter passado por diferentes atendimentos após episódios de formigamento nas mãos e nos pés até receber o diagnóstico no hospital. Ela afirmou que, com orientação médica, precisou mudar hábitos, cuidar mais da alimentação e praticar exercícios, e disse que aprendeu a conviver com a doença.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode provocar fraqueza muscular, tremores, fadiga, alterações na fala, na visão, nos movimentos e na cognição. Em caso de sintomas persistentes, como formigamentos, alterações motoras, perda de força, dificuldades visuais ou tremores, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que pode encaminhar o paciente para atendimento especializado.

Com informações da Agência Brasília

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