Menu
Saúde

Diagnóstico precoce é arma contra as hepatites virais

Doença pode evoluir sem sintomas por anos, o que reforça a importância de exames, vacinação e rastreamento para evitar complicações.

Redação Jornal de Brasília

28/07/2026 21h01

fotos para matéria 1

Foto: Divulgação

Milhares de pessoas convivem com as hepatites virais sem saber. Em muitos casos, a infecção evolui durante anos sem provocar sintomas e só é descoberta quando o fígado já apresenta lesões importantes.

Nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, especialistas reforçam que a doença pode ser prevenida, controlada e tratada quando identificada precocemente. As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. No Brasil, os tipos A, B e C são os mais frequentes.

A hepatologista Liliana Mendes afirma que identificar a doença cedo permite iniciar o tratamento antes que ocorram danos mais graves ao fígado. Ela destaca ainda que a vacinação é a principal forma de prevenção da hepatite B e recomenda que todos os adultos façam, ao menos uma vez na vida, exame de sorologia para rastreamento.

O paciente Adalto Pinheiro, de 63 anos, descobriu que tinha hepatite B há quase 20 anos durante um exame de rotina. Sem apresentar sintomas, ele recebeu o diagnóstico por acaso e, desde então, faz acompanhamento no HBDF para controlar a evolução da doença.

As formas de transmissão variam conforme o tipo. A hepatite A é transmitida principalmente pela via fecal-oral, associada ao consumo de água e alimentos contaminados e a condições inadequadas de saneamento básico e higiene. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes de uso pessoal, como lâminas de barbear, escovas de dente e alicates de unha, pelo compartilhamento de agulhas e seringas e também da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

Pessoas com maior risco de exposição, como usuários de drogas e profissionais do sexo, devem realizar exames de rastreamento anualmente.

O tratamento varia conforme o tipo da hepatite e se a infecção é aguda ou crônica. Em todos os casos, a assistência e os medicamentos são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para realizar a sorologia de rastreamento, a população pode procurar uma unidade básica de saúde (UBS). Nos casos agudos, o atendimento deve ser buscado em uma unidade de pronto atendimento (UPA). Quando necessário, o paciente é encaminhado para avaliação especializada e continuidade do tratamento.

Existem cinco tipos de hepatites virais, identificadas pelas letras A, B, C, D e E. A hepatite D ocorre principalmente na Região Norte do país, enquanto a hepatite E é rara no Brasil e mais comum em regiões da África e da Ásia.

Segundo o Ministério da Saúde, as hepatites virais provocam cerca de 1,3 milhão de mortes por ano no mundo em decorrência de infecção aguda, cirrose ou câncer de fígado. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as hepatites B e C, juntas, causam mais mortes anuais do que o HIV e um número semelhante ao da tuberculose.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado