O Dia Nacional da Imunização, celebrado nesta terça-feira (9), colocou em evidência o desafio de manter a vacinação em dia não apenas na infância, mas também entre adolescentes, adultos e idosos. O tema foi discutido no Fórum Brasil Imune, realizado na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Brasília.
Os dados do Distrito Federal mostram coberturas acima da meta de 90% apenas para três vacinas voltadas a bebês de até 4 meses: BCG, rotavírus e a primeira dose contra hepatite B. Entre as demais, a segunda dose da vacina contra a varicela, aplicada aos 4 anos de idade, teve adesão de 67,2%.
No caso da dengue, indicada para crianças de 10 anos, 41,9% receberam uma dose e apenas 16% completaram o esquema de duas aplicações. Já entre os grupos prioritários de adultos, a vacinação contra influenza ficou abaixo de 40%.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) afirma que tem ampliado a orientação das equipes para aproveitar qualquer ida ao serviço de saúde e verificar a situação vacinal de toda a família. A estratégia inclui ações extramuros em locais de grande circulação, como feiras, shoppings, mercados e eventos, além do programa Saúde na Escola, parcerias com órgãos públicos e Carros da Vacina.
Durante o fórum, a representante da Organização Pan-Americana no Brasil, Lely Guzman, afirmou que o país não pode aceitar mortes por doenças para as quais há vacina disponível. A preocupação, segundo os participantes, é adaptar as estratégias de imunização à rotina da população, marcada por menos tempo e maior dificuldade de acesso aos serviços tradicionais.
A SES-DF informou ainda que, em maio, atingiu a marca de um milhão de vacinas aplicadas em 2026, com aumento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2025, até o fim do ano, foram aplicadas 2,9 milhões de doses, cerca de 100 mil a mais que em 2024, quando foram registradas 2,8 milhões.
Entre adolescentes de 9 a 14 anos, a vacina HPV é indicada em dose única para prevenir infecções que podem causar diferentes tipos de câncer. Até 30 de junho, adolescentes de até 19 anos podem receber a imunização, mas a adesão entre jovens de 15 a 19 anos foi de 11,3%.
Para adultos, o calendário varia conforme a idade e o histórico vacinal. A dT, contra tétano e difteria, deve ser reforçada a cada 10 anos a partir da vida adulta. A tríplice viral segue indicada até os 59 anos, com duas doses para pessoas de 20 a 29 anos e uma dose para quem tem entre 30 e 59 anos sem comprovação de vacinação. A hepatite B é recomendada para qualquer adulto não vacinado. Vacinas contra covid-19 e gripe também seguem orientações atualizadas do Ministério da Saúde, especialmente para pessoas acima de 60 anos ou com condições de risco.
Para se vacinar, é necessário apresentar documento de identidade com foto e, preferencialmente, a caderneta de vacinação. As equipes avaliam o histórico vacinal e a necessidade de novas doses. A aplicação pode ser feita em qualquer ponto, independentemente do local de residência.
Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)