O Dia Mundial de Combate ao Colesterol, celebrado no sábado (8), reforça a prevenção e o diagnóstico precoce como principais estratégias para enfrentar o colesterol alto e seus impactos na saúde. A data destaca o papel de uma alimentação equilibrada, da prática regular de exercícios físicos e do abandono do cigarro na redução do risco de doenças cardiovasculares.
Entre as orientações apontadas, estão a preferência por frutas, vegetais, grãos integrais e alimentos ricos em ômega 3, como peixes. Também é recomendado praticar, no mínimo, 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada. Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é outra medida associada à proteção da saúde cardiovascular.
O colesterol é uma substância produzida pelo fígado e essencial para o funcionamento do corpo humano, mas o excesso pode trazer riscos. Quando em níveis elevados, ele pode se acumular nas paredes das artérias, provocar obstrução e reduzir o fluxo sanguíneo, aumentando a chance de angina, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, morte súbita e AVC.
Segundo o Ministério da Saúde, essas doenças são a principal causa de mortalidade no Brasil, com 300 mil óbitos anuais. A pasta estima ainda que cerca de 40% da população brasileira tenha taxas elevadas de colesterol.
Como o colesterol alto geralmente não apresenta sintomas, a prevenção depende de exames de rotina, como o lipidograma ou perfil lipídico. Na rede pública, a porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), e os casos com risco cardiovascular elevado podem ser encaminhados às policlínicas. Também é possível ter acesso a medicamentos para o controle do colesterol, prescritos conforme avaliação médica e confirmação diagnóstica.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que o rastreamento comece aos 20 anos. Em crianças e adolescentes, o exame é indicado quando há histórico familiar de colesterol alto ou problemas cardíacos. A maior parte dos casos se concentra a partir dos 40 anos.