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Kátia Flávia
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Quem é o cinegrafista famoso por histórico de confusões e demitido pela Globo após cabeçada em repórter

Gustavo foi retirado do debate da Band após agredir Igor Carvalho, do Brasil de Fato; Globo rescindiu o contrato e jornalista diz que registrará boletim de ocorrência

Kátia Flávia

10/08/2026 13h48

Gustavo Clemente foi apontado como cinegrafista que agrediu repórter antes do debate da Band

Gustavo Clemente foi apontado como cinegrafista que agrediu repórter antes do debate da Band

O cinegrafista Gustavo Clemente foi apontado como o profissional da GloboNews que agrediu com uma cabeçada o repórter Igor Carvalho, do Brasil de Fato, neste domingo (9), pouco antes do debate entre Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas na Band. Após analisar o episódio, a Globo informou que rescindiu o contrato do prestador de serviço temporário.

Eu estava no voo de volta para o Rio, tentando assistir a um filme qualquer na tela da poltrona sem entender por que todo protagonista de avião parece dublado por aplicativo de GPS, quando chegou a atualização. A história que já era absurda ganhou nome, sobrenome e bastidor. Porque cabeçada em jornalista já é o fundo do poço, mas descobrir que o sujeito teria fama de “sempre arrumar confusão” transforma a cobertura eleitoral em episódio de recreio sem inspetor.

Segundo a apuração publicada sobre o caso, o cinegrafista se chama Gustavo Clemente e teria um histórico de confusões. Ele foi retirado do local pela organização do evento logo depois da agressão.

Igor Carvalho relatou que tudo começou durante a movimentação dos profissionais de imprensa para registrar o encontro entre os candidatos. Houve disputa por espaço, algumas trombadas e uma breve troca de ofensas. Depois, quando o repórter abaixou para pegar as próprias anotações, foi atingido.

“Quando levantei a cabeça tomei uma cabeçada”, contou Igor, que recebeu atendimento médico com suspeita de fratura no nariz.

Com o impacto, o jornalista caiu no chão e ficou desnorteado. Seguranças e paramédicos foram acionados. “Caí desnorteado. Quando me dei conta, já havia seguranças e paramédicos próximos”, afirmou.

A Globo divulgou nota dizendo que repudia “com veemência qualquer forma de violência” e confirmou a rescisão do contrato do profissional envolvido. A emissora também destacou que ele atuava como prestador de serviço temporário.

Igor, que é repórter e supervisor de jornalismo do Brasil de Fato, afirmou que pretende registrar boletim de ocorrência nesta segunda-feira (10). Para ele, a agressão ultrapassa uma briga entre profissionais de imprensa. “A revolta é maior do que qualquer dor física”, declarou.

E aqui entre nós, do alto desse avião onde até o amendoim vem controlado, é impressionante como tem gente que não consegue disputar espaço sem transformar corredor de imprensa em octógono de feira. Jornalista empurra pauta, microfone, pergunta atravessada e deadline. Cabeçada fica para quem confundiu trabalho com surto de masculinidade mal resolvida.

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